Polícia

Após achar vestígio de sangue em casa, polícia busca corpo de Graziela com ajuda de cães

A Polícia Civil faz buscas na manhã desta quinta-feira (21), no Balneário Atlântico, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande, onde Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, foi vista pela última vez. Nesta quarta-feira (20) a polícia fez o uso de luminol na casa onde ela morava e encontrou vestígios de sangue. O Corpo de […]

Thatiana Melo Publicado em 21/05/2020, às 07h19 - Atualizado às 10h00

Polícia fez testes de luminol na casa onde Graziela morava e achou vestígios de sangue (Ranziel Oliveira, Midiamax)
Polícia fez testes de luminol na casa onde Graziela morava e achou vestígios de sangue (Ranziel Oliveira, Midiamax) - Polícia fez testes de luminol na casa onde Graziela morava e achou vestígios de sangue (Ranziel Oliveira, Midiamax)

A Polícia Civil faz buscas na manhã desta quinta-feira (21), no Balneário Atlântico, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande, onde Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, foi vista pela última vez. Nesta quarta-feira (20) a polícia fez o uso de luminol na casa onde ela morava e encontrou vestígios de sangue.

O Corpo de Bombeiros está com dois cachorros para tentar ajudar nas buscas por Graziela, que está desaparecida desde o dia 5 de abril. Eles fazem buscas na região do Noroeste e depois se nada encontrado irão até o Balneário,onde ela foi vista pela última vez na companhia do marido, Rômulo Rodrigues Dias, 33 anos, que está preso desde o dia 19 de abril, e já teria mudado a versão três vezes para o desaparecimento da esposa, que teve seu sumiço denunciado pelas amigas, que registraram um boletim de ocorrência. Ele teve a prisão temporária prorrogada.

Na noite desta quarta (20), a polícia voltou a casa para fazer testes com luminol. Os policiais encontraram locais onde havia sangue e que foram lavados. No quarto do casal, de acordo com a polícia, há vestígio de uma poça de sangue de 1,5 metro de comprimento por 2,5 metros de largura. Em uma dispensa, ao lado do quarto, foi encontrado marca de sangue na forma de uma pegada humana. No tanque, pia da casa, em uma toalha e em uma escova de lavar roupas também havia vestígios de sangue.

Com as amostras recolhidas no local, de acordo com a polícia, será possível saber se realmente trata-se de sangue humano. Em caso de sangue humano, será confrontado o DNA recolhido com o de familiares de Graziela. Os exames ficarão prontos em 10 dias.

Caso

Rômulo contou que no dia do desaparecimento, teria ido com a esposa até o Balneário Atlântico, onde o casal tem um loteamento e está construindo. Nesse dia, Graziela teria pulado em um lago – segundo o marido -, o que posteriormente gerou uma briga entre o casal, pois Rômulo teria levado uma bronca do porteiro.

O marido ainda revela que após a briga, Graziela saiu rumo ao lago e não retornou mais. Ele relata que ficou na cozinha terminando a construção e como ela não retornou, foi embora para casa. No dia seguinte, como trabalham na mesma empresa, Rômulo levou chave, uniforme e entregou ao chefe dizendo que Graziela não voltaria mais.

Em uma segunda versão, o marido mantém a mesma história do loteamento, mas muda um trecho. Ele afirma que entrou junto no lago e quando saíram, uma mulher homossexual teria aparecido no local e perguntado se Graziela morava alí. O marido responde que sim, então essa mulher passa a xingar Graziela fazendo acusações de que a estudante teria um caso extraconjugal com a companheira dela, também mostra um vídeo para Rômulo, em que a esposa se masturbava.

Segundo Rômulo, o casal brigou após ele questionar sobre o vídeo, sendo que Graziela ficou com vergonha e saiu rumo ao lago. Graziela não levou os pertences pessoais, também deixou carro, moto e o terreno que pertenceria ao casal.

Jornal Midiamax