Polícia

Polícia faz buscas em imóvel de luxo do PCC em investigação sobre quádrupla execução

Agentes do Departamento de Investigação Criminal do estado paraguaio de Amambay realizaram nesta segunda-feira (30), em Pedro Juan Caballero, buscas em imóvel que seria do PCC (Primeiro Comando da Capital), localizado em condomínio de luxo no complexo habitacional Blue Lagoon. De acordo com o jornal ABC Color, a ação faz parte das investigações  sobre o […]

Renan Nucci Publicado em 30/11/2020, às 15h46 - Atualizado em 01/12/2020, às 09h15

Local onde os policiais fizeram as buscas. Foto: ABC Color/Gilberto Ruiz Diaz
Local onde os policiais fizeram as buscas. Foto: ABC Color/Gilberto Ruiz Diaz - Local onde os policiais fizeram as buscas. Foto: ABC Color/Gilberto Ruiz Diaz

Agentes do Departamento de Investigação Criminal do estado paraguaio de Amambay realizaram nesta segunda-feira (30), em Pedro Juan Caballero, buscas em imóvel que seria do PCC (Primeiro Comando da Capital), localizado em condomínio de luxo no complexo habitacional Blue Lagoon.

De acordo com o jornal ABC Color, a ação faz parte das investigações  sobre o quádruplo homicídio na semana passada, que resultou na morte de Riad Salem, Felipe Bueno, Muriel Correa e Gustavo Torales. Riad e Muriel eram sobrinhos de Fadh Jamil, conhecido como o Rei da Fronteira.

O comissário José Ayala disse que o suspeito que deveria estar no residencial, não foi localizado. No entanto, foram apreendidos objetos importantes, como mídias com as imagens do circuito de segurança do imóvel, bem como documentos que serão analisados pelos investigadores.

Para a polícia, está claro que as quatro vítimas foram sequestradas em Ponta Porã, levadas para o Paraguai, interrogadas e em seguida executadas. Os corpos foram jogados em uma vala na cidade de Pedro Juan Caballero. A suspeita é de que o PCC tenha iniciado extermínio do grupo de Jamil, a fim de assumir o controle do tráfico de drogas e armas.

O principal suspeito do crime, Flávio Arruda Guilherme, foi preso, bem como outros comparsas. A facção estaria agindo para vingar o ataque contra uma das lideranças, que supostamente foi baleada em disparo efetuado por um dos quatro jovens mortos. Além disso, aproveitou o enfraquecimento de Jamil, alvo de operação no Mato Grosso do Sul e que encontra-se foragido.

Jornal Midiamax