Polícia

‘Peça-chave’ da Omertà é alvo da Operação E$quema S por lavagem de dinheiro e peculato

Alvo da Operação E$quema S, um desdobramento da Lava Jato realizada nesta quarta-feira (9), o advogado Antônio Augusto de Souza Coelho é citado na denúncia da Omertà. Isso porque a amizade entre ele e o capitão reformado Paulo Roberto Xavier motivado a execução do filho do militar, por engano, em abril de 2019. Conforme a […]

Renata Portela Publicado em 09/09/2020, às 14h03 - Atualizado em 16/09/2020, às 08h56

Operação foi realizada nesta quarta-feira (Foto: Divulgação, PF)
Operação foi realizada nesta quarta-feira (Foto: Divulgação, PF) - Operação foi realizada nesta quarta-feira (Foto: Divulgação, PF)

Alvo da Operação E$quema S, um desdobramento da Lava Jato realizada nesta quarta-feira (9), o advogado Antônio Augusto de Souza Coelho é citado na denúncia da Omertà. Isso porque a amizade entre ele e o capitão reformado Paulo Roberto Xavier motivado a execução do filho do militar, por engano, em abril de 2019.

Conforme a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), o escritório de advocacia de Antônio recebeu valores milionários da Fecomércio (Federação do Comércio) do Rio de Janeiro. Isso, configurando por 6 vezes o crime de lavagem de dinheiro e 5 vezes peculato, tornando o advogado alvo da operação da Polícia Federal.

Assim, foi apontado que Antônio havia sido contratado pelo chamado ‘Núcleo Duro’ da organização criminosa. Ainda segundo a denúncia, o grupo integrado por advogados desviava os valores tanto da Fecomércio quanto do Sistema S (Senac e Sesc do Rio de Janeiro).

Com isso, foram mais de R$ 151 milhões desviados pela organização criminosa. Assim, foram 26 denunciados no total. Citado nos autos das 510 páginas da denúncia, Antônio teria recebido, junto com outros dois escritórios, R$ 83 milhões. Estes valores teriam sido recebidos a pretexto de serviços jurídicos que não foram prestados.

Citado na Omertà

Logo na primeira fase da Operação Omertà, o nome de Antônio Augusto surge como uma das peças-chaves na investigação da morte de Matheus Coutinho Xavier. Isso porque o advogado foi procurador da AFUPM (Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial), quando teria feito negócios com a família Name.

No entanto, os negócios não foram bem e a família teria sido prejudicada financeiramente. Isso acabou gerando um sentimento de rivalidade com o advogado, que mais tarde veio a ganhar proximidade de Paulo Xavier. Este, por sua vez, já tinha prestado serviços à família Name anteriormente.

Ainda conforme o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), PX passou a prestar serviços a Antônio Augusto, deixando de atender à família Name, o que teria gerado uma revolta e sentimento de traição. Assim teria surgido a ordem de execução a Paulo Xavier que, mais tarde, viria a resultar na morte do filho dele por engano.

Em nota, a Advocacia Gonçalves Coelho e Antonio Augusto de Souza Coelho afirma que comprovarão a improcedência das acusações quando lhes for dada oportunidade de defesa. ‘O escritório colabora com as autoridades para o esclarecimento dos fatos e reforça sua confiança na Justiça brasileira’, diz.

(Matéria editada dia 16 de setembro de 2020 para acréscimo de posicionamento do escritório de advocacia, encaminhado nesta data). 

Jornal Midiamax