Polícia

Patrão e coordenador da máfia dos cigarreiros se tornam réus em novo processo

No início da semana, terça-feira (1º), o juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz recebeu a denúncia contra Fábio Costa, o ‘Pingo’, e Fabiano Signori, o ‘Toro’, por integrarem e financiarem organização criminosa. Os dois são considerados ‘patrão’ e ‘coordenador’ da máfia dos cigarreiros, alvo de várias operações da Polícia Federal. Assim, os dois criminosos se tornam […]

Renata Portela Publicado em 05/12/2020, às 10h37 - Atualizado às 16h23

Imagem ilustrativa / DOF
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No início da semana, terça-feira (1º), o juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz recebeu a denúncia contra Fábio Costa, o ‘Pingo’, e Fabiano Signori, o ‘Toro’, por integrarem e financiarem organização criminosa. Os dois são considerados ‘patrão’ e ‘coordenador’ da máfia dos cigarreiros, alvo de várias operações da Polícia Federal.

Assim, os dois criminosos se tornam réus no processo. Como são os únicos dos denunciados que estão presos mediante mandados expedidos no âmbito da Operação Teçá, também foi determinado desmembramento dos autos.

Conforme o magistrado, estão presentes os requisitos formais para recebimento da denúncia. Assim, foi agendada para o dia 4 de fevereiro de 2021 a audiência de instrução e julgamento, às 13h30 no horário de Mato Grosso do Sul, a ser realizada por videoconferência.

Atualmente, Fabiano Signori está no Presídio Federal de Mossoró (RN). Já Pingo continua no Presídio de Foz de Iguaçu (PR), mas também deve ser transferido para a mesma unidade federal, conforme decisão judicial.

Denúncia

Fábio Costa, mais conhecido como Pingo ou Japonês, é ex-policial militar de Mato Grosso do Sul. Ele foi apontado pelo MPF como ‘patrão’ da organização criminosa investigada, que atuava no contrabando de cigarros do Paraguai. Além de Pingo, outros três também foram denunciados como chefes da organização.

Na denúncia, consta que o grupo era responsável por formar um consórcio multimilionário, focado na criação dos “corredores logísticos de passagem”. Ou seja, rotas delimitadas pelos criminosos nas rodovias de Mato Grosso do Sul, para a entrada dos cigarros contrabandeados do país vizinho.

Como função dos patrões estavam a articulação da logística, como estabelecer as rotas, contratação e demissão de ‘gerentes’ e motoristas, também definir o valor que seria pago aos outros integrantes da organização criminosa. Além disso quais os dias em que trabalhariam e quais seriam de paralisação do transporte. Já coordenadores, como Fabiano, eram responsáveis por planejar a entrada das cargas de cigarro no Brasil e as rotas que seguiriam.

Os caminhões utilizados pelo grupo eram na maioria roubados ou furtados e tinham os sinais de identificação modificados. De forma extremamente organizada, o grupo teria feito a passagem de aproximadamente 1.000 carregamentos de cigarro para o Brasil, entre janeiro e dezembro de 2017.

Prisão de Fábio

Patrão e coordenador da máfia dos cigarreiros se tornam réus em novo processo
Pingo foi preso em outubro, na mansão em que vivia no Paraguai (Foto: Polícia Nacional do Paraguai)

Mesmo com a prisão preventiva decretada, Fábio permaneceu foragido – e na lista dos 26 mais procurados no país – até ser localizado em 11 de outubro deste ano. Ele estava na mansão em que vivia, no Salto del Guairá (PY), quando agentes da Polícia Nacional Paraguaia o encontraram.

Fábio estava em um esconderijo, em que entrava por uma churrasqueira, e ficou horas escondido no local. Depois de ser preso, foi expulso e encaminhado ao presídio em Foz do Iguaçu (PR).

Jornal Midiamax