Polícia

Pandemia fez PCC migrar para novas modalidades no tráfico de drogas

Com a pandemia que afetou não só o Brasil, mas o Mundo com regras rígidas de isolamento e fechamento das fronteiras pensou-se que o narcotráfico iria dar uma trégua e que, a comercialização de drogas iria diminuir, já que em Mato Grosso do Sul tanto a cocaína e a maconha veem do Paraguai e da […]

Thatiana Melo Publicado em 21/07/2020, às 14h40 - Atualizado às 17h28

A droga que sai da fronteira e passa por MS tem como destino São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás (Ilustrativa)
A droga que sai da fronteira e passa por MS tem como destino São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás (Ilustrativa) - A droga que sai da fronteira e passa por MS tem como destino São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás (Ilustrativa)

Com a pandemia que afetou não só o Brasil, mas o Mundo com regras rígidas de isolamento e fechamento das fronteiras pensou-se que o narcotráfico iria dar uma trégua e que, a comercialização de drogas iria diminuir, já que em Mato Grosso do Sul tanto a cocaína e a maconha veem do Paraguai e da Bolívia usando como rota o Estado para a distribuição do entorpecente para os estados de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Mas, o engano está em achar que o tráfico de drogas feito, principalmente, pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) iria diminuir, sendo que na realidade aumentou em até 50%, segundo o delegado da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Hoffman D’Ávila. “ Com o aumento das apreensões feitas pelas forças policiais, os traficantes optaram por usar outros métodos para a comercialização da droga, fazendo assim a pulverização”.

Depois da pandemia, a nova modalidade adotada pelo PCC, mas que já vinha ganhando território em Campo Grande, é a modalidade disque-entrega, onde não se concentra a droga em um único lugar, assim, dificulta a ação da polícia. “As ações são pulverizadas e os traficantes, agora, estão vendendo até com maquininha, no crédito e no débito”, disse Hoffman.

Várias ações feitas pela especializada acabaram nas últimas semanas prendendo traficantes membros da facção criminosa, responsáveis por esse tráfico ‘formiguinha’, como também outros traficantes ‘solo’, como o caso de um ex-jogador de futebol preso no Jardim Los Angeles, no dia 13 de julho. Ele era responsável por distribuir maconha para os bairros Aero Rancho e a própria região onde vivia.

Rota x preço

A nova modalidade usada pelo PCC: ‘tráfico formiguinha’ seria para não chamar tanta a atenção e assim o prejuízo com a apreensão da droga seria mínima. Mas, a facção ainda ‘trabalha’ no sistema de grandes volumes de drogas, com rotas para o Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, quando a maconha ou cocaína dependendo da sua qualidade e pureza chega a cruzar o país.

O quilo da cocaína na Bolívia é vendido a US$ 2 mil dólares e chega a Mato Grosso do Sul valendo aproximadamente US$ 20 mil podendo chegar a custar o dobro em outros estados e o triplo fora do país.

Já a maconha dependendo da qualidade sai do Paraguai custando de R$ 80 a R$ 90 o quilo, e chega a Mato Grosso do Sul custando de R$ 600 a R$ 700, já para outros estados o valor dobra ou triplica dependendo da distância.

R$ 6 milhões em maconha abandonada

Uma carga de maconha avaliada em R$ 6 milhões 439 mil deixada embaixo de uma árvore cobertas por lonas em uma área de mata na saída para Sidrolândia, na zona rural da cidade foi apreendida quando bombeiros faziam o combate a um incêndio, na região. A droga seria do PCC.

Jornal Midiamax