Polícia

Operação contra o tráfico em MS mirou piloto ligado a Fernandinho Beira-Mar

Ligado ao narcotraficante Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar, o piloto Ilmar de Souza Chaves foi um dos alvos da Operação Cavok, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (06), para desarticular esquema de tráfico internacional de drogas na fronteira com o Paraguai. Na ocasião, foram apreendidas 23 aeronaves usada na logística do […]

Renan Nucci Publicado em 07/08/2020, às 15h27 - Atualizado em 08/08/2020, às 08h57

Quadrilha usava aviões para transportar cocaína (Divulgação PF)
Quadrilha usava aviões para transportar cocaína (Divulgação PF) - Quadrilha usava aviões para transportar cocaína (Divulgação PF)

Ligado ao narcotraficante Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar, o piloto Ilmar de Souza Chaves foi um dos alvos da Operação Cavok, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (06), para desarticular esquema de tráfico internacional de drogas na fronteira com o Paraguai. Na ocasião, foram apreendidas 23 aeronaves usada na logística do crime organizado. 

Ilmar já outras passagens por tráfico e em 2010 chegou  a ser preso em Laje, distrito de Ibiraci (MG). Ele havia acabado de chegar de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e tentava decolar novamente quando foi flagrado. Em seu histórico, consta atuação com  Sérgio Roberto de Carvalho, o major Carvalho, ex-servidor da Polícia Militar envolvido com tráfico de cocaína.

Na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul constam contra Ilmar processos por uso de documento falso, apreensão de bens e tráfico de drogas. Também em 2010, Ilmar teve uma aeronave Cessna, prefixo PRUSS, leiloada. O avião havia sido apreendido por uso no transporte de drogas. 

Operação

Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Cavok, tem o objetivo de desarticular economicamente uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas atuante na fronteira. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, um em Goiânia e um em Ponta Porã, onde ainda foi efetuada uma prisão em flagrante por posse de arma.

Os mandados e incluíram ainda o sequestro de 23 aeronaves de pequeno porte, as quais eram utilizadas pelo grupo para o transporte das drogas a partir dos países vizinhos, além de três imóveis rurais e um apartamento de luxo, todos localizados no Estado de Goiás e se encontram avaliados em aproximadamente 40 milhões de reais.

Jornal Midiamax