Polícia

Ministério Público denuncia 4 policiais paraguaios que roubaram R$ 130 mil de brasileiro

O Ministério Público do Paraguai denunciou quatro policiais acusados de roubar R$ 130 mil de um brasileiro em dezembro de 2019. Os policiais atuavam na 7ª Delegacia de Polícia do bairro San José, em Ciudad del Este, no Paraguai. O Ministério Público também pediu a prisão dos policiais, que respondem ao processo em liberdade. No […]

Dayene Paz Publicado em 10/12/2020, às 10h04

Policiais atuavam na 7ª Delegacia. Imagem: Divulgação
Policiais atuavam na 7ª Delegacia. Imagem: Divulgação - Policiais atuavam na 7ª Delegacia. Imagem: Divulgação

O Ministério Público do Paraguai denunciou quatro policiais acusados de roubar R$ 130 mil de um brasileiro em dezembro de 2019. Os policiais atuavam na 7ª Delegacia de Polícia do bairro San José, em Ciudad del Este, no Paraguai. O Ministério Público também pediu a prisão dos policiais, que respondem ao processo em liberdade. No mesmo caso também são investigados um taxista e um advogado conhecido na região.

Freddy Miguel Villalba Ramírez, de 38 anos, e os suboficiais Santiago Acosta, de 37 anos, Carlos Fabián Sanabria Paredes, 32, e Alfredo Mendoza Said, de 37 anos, são investigados pelo crime de roubo qualificado, privação ilegítima de liberdade e frustração do processo penal.

Os policiais são suspeitos de terem roubado R$ 130 mil do brasileiro Rogério Luis Ramos, de 39 anos, em dezembro de 2019. Na época, o estrangeiro se dirigia à casa de um amigo em um táxi quando foi abordado pela polícia abaixo do viaduto do Km. 5.5. Ao perceberem que o brasileiro estava com uma sacola carregada com grande quantia em dinheiro, os policiais o colocaram na viatura e o levaram para um parque na Área 1.

De acordo com o site ABC Color, lá eles contabilizaram R$ 250 mil – dinheiro que supostamente seria usado para compra de mercadorias -, e após negociação, devolveram R$ 120 mil à vítima. Para devolver a quantia, os policiais ameaçaram o brasileiro, ordenando que ele voltasse ao Brasil e não contasse o ocorrido.

O brasileiro protocolou a denúncia justamente na 7ª Delegacia de Polícia. Mas, surpreendentemente, três horas depois, o advogado voltou à unidade policial para retirar a denúncia, alegando que seu cliente havia entrado em contradição e que não queria mais representá-lo. Após investigações junto à polícia brasileira, foi apurado que a vítima tinha histórico de tráfico de drogas no Brasil.

Jornal Midiamax