Polícia

Membro do PCC é condenado a 20 anos de prisão por esquartejar rival e jogar corpo em córrego

Foi condenado nesta terça-feira (10) a 20 anos de prisão o membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) Jean Albert da Silva Jara Lemes, pela morte de Alex Mohd Jabe em “tribunal do crime”, realizado em 2018. Jean e outros integrantes do PCC assassinaram a vítima, esquartejaram o corpo, colocaram em sacos de […]

Danielle Errobidarte Publicado em 10/11/2020, às 17h31 - Atualizado em 11/11/2020, às 10h07

Julgamento aconteceu nesta terça-feira (Arquivo)
Julgamento aconteceu nesta terça-feira (Arquivo) - Julgamento aconteceu nesta terça-feira (Arquivo)

Foi condenado nesta terça-feira (10) a 20 anos de prisão o membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) Jean Albert da Silva Jara Lemes, pela morte de Alex Mohd Jabe em “tribunal do crime”, realizado em 2018. Jean e outros integrantes do PCC assassinaram a vítima, esquartejaram o corpo, colocaram em sacos de lixo e jogaram em um córrego. O júri havia sido adiado em outubro por falha na conexão do Presídio da Gameleira.

Ele foi condenado a 19 anos de prisão por homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima e um ano por ocultação de cadáver, e absolvido pelos crimes de organização criminosa e cárcere privado. A pena, determinada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, deve continuar em regime fechado, uma vez que ele já cumpre pena.

O crime aconteceu em dezembro de 2018 na Favela B13, na Capital. O motivo da execução foi que a vítima realizava tráfico de drogas para facção rival, o Comando Vermelho. O autor, junto a outros membros do PCC, recebeu ordens de uma liderança da organização criminosa para que levassem Alex para uma segunda casa, abandonada, onde passou por “tribunal do crime”.

Jean Albert foi acusado de fazer o deslocamento da vítima e mantê-lo em cárcere privado até a chegada de outros integrantes da facção, e depois, matá-lo. A “missão” de matar e esquartejar Alex Mohd Jabe serviria como prova de lealdade à facção, chamada de “batismo”.

Após a morte de Alex, Jean e outro membro colocaram as partes do corpo da vítima em sacos de lixo e atearam fogo nas roupas. Em seguida, transportaram em um carro e jogaram os restos mortais da vítima em uma tubulação de água de um córrego da Capital.

Jornal Midiamax