Polícia

Mais uma: ‘Galã do PCC’ é condenado pelo uso de laranjas para lavar dinheiro do tráfico

Foi condenado mais uma vez pela Justiça Federal a oito anos de prisão, o narcotraficante Elton Leonel Rumich da Silva, o ‘Galã do PCC’. Ele que está preso no Presídio Federal de Mossoró, já foi condenado a 19 anos de prisão pela Justiça Federal de Ponta Porã pelo crime de organização criminosa, em agosto de […]

Thatiana Melo Publicado em 01/12/2020, às 10h40 - Atualizado às 10h49

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Foi condenado mais uma vez pela Justiça Federal a oito anos de prisão, o narcotraficante Elton Leonel Rumich da Silva, o ‘Galã do PCC’. Ele que está preso no Presídio Federal de Mossoró, já foi condenado a 19 anos de prisão pela Justiça Federal de Ponta Porã pelo crime de organização criminosa, em agosto de 2019.

Esta nova condenação de Elton foi publicada nesta terça-feira (1º) pela 3º Vara da Justiça Federal. ‘Galã do PCC’ foi condenado por usar laranjas para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Na sentença à juíza Júlia Cavalcanti Silva Barbosa levou em conta o histórico de Elton.

Elton é considerado um dos principais nomes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira, líder do tráfico na região. Quando condenado em agosto de 2019 a 19 anos de prisão, ‘Galã do PCC’ foi denunciado pela abertura de uma empresa de fachada com sede em Ponta Porã, com objetivo de lavar dinheiro. Com a Construtora JB Progresso, cinco denunciados, sob o comando de Galã, adquiriam imóveis e veículos a fim de ocultar e dissimular a procedência ilícita e a real propriedade dos bens.

As investigações na época comprovaram compra, venda e simulações de transferências de imóveis localizados em Ponta Porã, Diadema (SP), Santos (SP) e Presidente Prudente (SP) em nome de laranjas ou da empresa de fachada. As transações totalizaram 43 atos de lavagem de dinheiro entre 2013 e 2019.

A organização criminosa mantinha planilhas de controle das despesas referentes à empresa e, muitas vezes, a contabilidade se confundia com registros financeiros do tráfico de drogas e de armas, comprovando que a pessoa jurídica foi constituída unicamente com o objetivo de lavar o dinheiro do grupo criminoso.

‘Galã’ também é acusado de ter participado da morte do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani. Segundo informações, com a morte de Rafaat, o objetivo era assumir os negócios com o fornecimento de drogas na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Jornal Midiamax