Polícia

Grupo que fingia levar mortos por Covid para traficar com caixões é alvo da PF em MS

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal realiza a Operação Caixão, que cumpre mandados em Mato Grosso do Sul contra tráfico de drogas. A ação acontece após a prisão em flagrante de em junho deste ano, que apreendeu caixões funerários que supostamente levavam vítimas do coronavírus lotados de maconha. De acordo com a PF, a ação […]

Renata Portela Publicado em 10/12/2020, às 09h16 - Atualizado às 14h33

Grupo transportava a droga em caixões (Foto: PF)
Grupo transportava a droga em caixões (Foto: PF) - Grupo transportava a droga em caixões (Foto: PF)

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal realiza a Operação Caixão, que cumpre mandados em Mato Grosso do Sul contra tráfico de drogas. A ação acontece após a prisão em flagrante de em junho deste ano, que apreendeu caixões funerários que supostamente levavam vítimas do coronavírus lotados de maconha.

De acordo com a PF, a ação visa combater a organização criminosa que atua em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Atuam na operação 40 agentes federais, cumprindo 14 mandados, sendo 4 de prisão temporária e 10 de busca e apreensão. São cumpridos mandados em Porangatu (GO), Rio Verde (GO), Ponta Porã (MS), Campo Verde (MT) e Brasília (DF).

A investigação teve início em junho deste ano a partir da prisão em flagrante em Jataí (GO) de uma pessoa, atuando como mula do tráfico. O traficante transportava 287 kg de maconha dentro de dois caixões funerários, que supostamente estariam carregados com vítimas da Covid-19.

Ele seguia no carro funerário de Ponta Porã, onde adquiriu a droga, até Goiânia (GO). Com a quebra do sigilo bancário e a interceptação telefônica dos suspeitos, foram identificados supostos vendedores, compradores e demais envolvidos. Os compradores estariam presos no presídio de Aparecida de Goiânia (GO), tendo providenciado o transporte da droga através de um motorista “free lancer” da funerária utilizada para despistar abordagem policial.

Os investigados irão responder por tráfico e associação para o tráfico de drogas, podendo pegar mais de 15 anos de prisão. O nome da operação faz referência à apreensão de droga dentro de caixões funerários, os quais estariam carregados com supostas vítimas de COVID.

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