Polícia

Garoto morto enforcado na Unei seria de gangue rival de suspeitos pelo assassinato

O garoto de 16 anos assassinado enforcado em uma cela da Unei (Unidade Educacional de Internação), Dom Bosco, na noite do último sábado (31), seria de uma gangue rival dos adolescentes acusados do crime. A vítima foi pisoteada e enforcada com uma toalha. Um dos suspeitos do crime disse quando levado para a delegacia, que […]

Thatiana Melo Publicado em 04/11/2020, às 07h53

(Marcos Ermínio, Midiamax)
(Marcos Ermínio, Midiamax) - (Marcos Ermínio, Midiamax)

O garoto de 16 anos assassinado enforcado em uma cela da Unei (Unidade Educacional de Internação), Dom Bosco, na noite do último sábado (31), seria de uma gangue rival dos adolescentes acusados do crime. A vítima foi pisoteada e enforcada com uma toalha.

Um dos suspeitos do crime disse quando levado para a delegacia, que o garoto seria morador do bairro Dom Antônio Barbosa rival dos suspeitos que moravam na Vila Nhanhá. Ainda segundo os relatos dos infratores, a vítima era ‘moderna na cela’ e estava se achando no local. Na cela estava, os infratores e o garoto assassinado.

A vítima deu entrada na unidade educacional no dia 28 de outubro, não sendo relatado nenhum problema antes da morte do adolescente. À Polícia Civil, o agente de medidas socioeducativas que estava de plantão na data dos fatos disse que não havia registro de briga ou desavença entre os três jovens, motivo pelo qual eles estavam juntos em uma cela na Ala III do Centro de Triagem. Por volta das 20h30, o servidor ouviu dois deles pedindo por ajuda, dizendo que a vítima estava passando mal.

Diante da situação, foi constatado que o garoto já estava morto. Os outros dois então confessaram o homicídio. A polícia esteve no local com a perícia e constatou que a vítima havia sido enforcada com um tipo de tecido. Os dois autores então disseram que um deles a enforcou com a toalha enquanto o outro a pisoteava e chutava, até resultar na morte.

Por meio de nota, a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) alegou que a Corregedoria da SAS (Superintendência de Assistência Socioeducativa) instaurou procedimento para apurar o caso. Além disso, garantiu que a família dos envolvidos foram comunicadas e que os familiares da vítima estão recebendo atendimento psicossocial.

Jornal Midiamax