Polícia

Suspeito de agressão, adolescente foi enforcado com toalha e pisoteado até a morte

O adolescente de 16 anos morto por colegas de cela na noite do último sábado (31), na Unei (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco, em Campo Grande, foi enforcado com uma toalha e pisoteado. Os dois suspeitos, também com 16 anos, disseram que cometeram tal ato porque um deles havia sido agredido verbal e fisicamente […]

Renan Nucci Publicado em 03/11/2020, às 14h09 - Atualizado às 18h50

Unei Dom Bosco. (Foto: Marcos Ermínio)
Unei Dom Bosco. (Foto: Marcos Ermínio) - Unei Dom Bosco. (Foto: Marcos Ermínio)

O adolescente de 16 anos morto por colegas de cela na noite do último sábado (31), na Unei (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco, em Campo Grande, foi enforcado com uma toalha e pisoteado. Os dois suspeitos, também com 16 anos, disseram que cometeram tal ato porque um deles havia sido agredido verbal e fisicamente pela vítima.

À Polícia Civil, o agente de medidas socioeducativas que estava de plantão na data dos fatos disse que não havia registro de briga ou desavença entre os três jovens, motivo pelo qual eles estavam juntos em uma cela na Ala III do Centro de Triagem. Por volta das 20h30, o servidor ouviu dois deles pedindo por ajuda, dizendo que a vítima estava passando mal.

Diante da situação, foi constatado que o garoto já estava morto. Os outros dois então confessaram o homicídio. A polícia esteve no local com a perícia e constatou que a vítima havia sido enforcada com um tipo de tecido. Os dois autores então disseram que um deles a enforcou com a toalha enquanto o outro a pisoteava e chutava, até resultar na morte.

Os dois garotos foram autuados em flagrante por ato infracional análogo a homicídio qualificado por traição ou emboscada, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ambos estavam na Unei há mais tempo e  a vítima havia chegado a aproximadamente dois dias antes. Os três estavam ali por terem cometido ato infracional análogo a roubo.

Por meio de nota, a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) alegou que a Corregedoria da SAS (Superintendência de Assistência Socioeducativa) instaurou procedimento para apurar o caso. Além disso, garantiu que a família dos envolvidos foram comunicadas e que os familiares da vítima estão recebendo atendimento psicossocial.

Jornal Midiamax