Polícia

Filho de 12 anos defendeu mulher de ser esfaqueada pelo marido e a libertou de cárcere

Mulher mantida em cárcere na noite de quinta-feira (16) até o início da noite de sexta-feira (17) foi liberta com a ajuda do filho de 12 anos. Ela foi agredida, ameaçada e mantida trancada na casa do ex-marido, na Mata do Jacinto, nos fundos de uma lanchonete. Segundo a polícia, o menino de 12 anos […]

Renata Portela Publicado em 22/04/2020, às 09h56 - Atualizado em 09/07/2020, às 00h13

Vítima conseguiu sair do local com ajuda do filho (Arquivo, Midiamax)
Vítima conseguiu sair do local com ajuda do filho (Arquivo, Midiamax) - Vítima conseguiu sair do local com ajuda do filho (Arquivo, Midiamax)

Mulher mantida em cárcere na noite de quinta-feira (16) até o início da noite de sexta-feira (17) foi liberta com a ajuda do filho de 12 anos. Ela foi agredida, ameaçada e mantida trancada na casa do ex-marido, na Mata do Jacinto, nos fundos de uma lanchonete.

Segundo a polícia, o menino de 12 anos mandou mensagem para a tia, contando que a mãe era mantida em cárcere pelo homem de 31 anos. No local, descobriram que a mulher tinha sido sequestrada pelo ex quando saiu do trabalho, por volta das 22 horas, e obrigada a ficar trancada na casa onde o homem mora com o filho do casal, de 12 anos.

Durante todo o período que ficou em cárcere, ela foi agredida, ameaçada, teve o celular quebrado e o homem também usava uma faca para fazer ameaças de morte. Ele chegou a fazer buracos na parede com a faca, dizendo que mataria a mulher, mas o filho a defendia. Ele também usou um pedaço de madeira para agredir a vítima e a feriu com tapas no rosto.

O menino contou aos policiais que as agressões aconteceram porque o pai dizia que não aceitava o fim do relacionamento. Quando a criança conseguiu mandar a mensagem para a tia, a mulher acionou a Polícia Militar e foi até a casa onde a vítima foi liberta, com vários ferimentos. Ela foi levada para o pronto-socorro e o homem preso em flagrante.

Ele responderá por sequestro e cárcere privado, lesão corporal e ameaça qualificados por violência doméstica e foi levado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Jornal Midiamax