Polícia

Parentes de mulher morta por policial são ouvidos e desentendimentos teriam motivado crime

Vários familiares do casal Adalberto Duarte da Silva, 51 anos e Lívia Gaúna Acosta, 30 anos, já foram ouvidos na delegacia da cidade de Jardim, a 239 quilômetros de Campo Grande, depois do crime que acabou na morte do policial e sua mulher, nesta quinta-feira (2). O filho de 17 anos do casal presenciou a briga […]

Thatiana Melo Publicado em 03/01/2020, às 11h00 - Atualizado às 11h18

Casal estava em processo de separação (Foto: Divulgação)
Casal estava em processo de separação (Foto: Divulgação) - Casal estava em processo de separação (Foto: Divulgação)

Vários familiares do casal Adalberto Duarte da Silva, 51 anos e Lívia Gaúna Acosta, 30 anos, já foram ouvidos na delegacia da cidade de Jardim, a 239 quilômetros de Campo Grande, depois do crime que acabou na morte do policial e sua mulher, nesta quinta-feira (2). O filho de 17 anos do casal presenciou a briga entre os pais.

Segundo o delegado Roberto Carlos Morgado, da 1º Delegacia de Polícia Civil da cidade, tanto familiares de Lívia como de Adalberto prestaram depoimento ainda nesta quinta (2), mas o delegado não quis entrar em detalhes sobre as oitivas.

De acordo com Morgado, problemas familiares e um acúmulo de desentendimentos entre o casal teria culminado para que Adalberto assassinasse a esposa com dois tiros e depois cometesse suicídio. Informações são de que o casal estava em processo de separação.

Após passarem o Natal em Campo Grande e Lívia ter ‘fugido’ do marido passando a virada do ano com familiares em Porto Murtinho por causa de ameaças que sofria, ela acabou voltando para Jardim, na companhia do policial. Já nesta quinta (2) depois de uma discussão do casal que foi presenciada pelo filho de 17 anos, o policial atirou duas vezes contra a mulher cometendo suicídio em seguida.

Adalberto era lotado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Jardim há mais de cinco anos, conforme o delegado Roberto Carlos. Um revólver calibre 357 foi apreendido. De acordo com a Polícia Civil, o investigador Adalberto ficou afastado de suas funções para tratamento psicológico entre os meses de janeiro e julho de 2019, e desde então vinha sendo acompanhado por profissionais da Ceapoc (Coordenadoria de Atendimento Psicossocial da Polícia Civil).

Atualmente o servidor estava em readaptação profissional, desenvolvia suas atividades no âmbito administrativo da 1ª DP de Jardim e não utilizava arma da carga da Polícia Civil. “A Polícia Civil está de luto e lamenta por duas vidas perdidas de forma tão breve e trágica”, diz nota publicada no site oficial da Polícia Civil.

Jornal Midiamax