Polícia

Executores do PCC planejavam mudança e dormiam em casas diferentes para dificultar investigação

Trio suspeito de participar de  tribunal do crime que terminou com a execução de Vinícius de Souza em Silva, em julho deste ano, em Campo Grande, tem usado de diversos artifícios para dificultar a investigação, como dormir em casas de parentes diferentes quase que diariamente, bem como mudar de estado. O juiz Aluízio Pereira dos […]

Renan Nucci Publicado em 21/12/2020, às 17h30 - Atualizado às 17h40

Dois suspeitos presos pelo Choque. Foto: Arquivo
Dois suspeitos presos pelo Choque. Foto: Arquivo - Dois suspeitos presos pelo Choque. Foto: Arquivo

Trio suspeito de participar de  tribunal do crime que terminou com a execução de Vinícius de Souza em Silva, em julho deste ano, em Campo Grande, tem usado de diversos artifícios para dificultar a investigação, como dormir em casas de parentes diferentes quase que diariamente, bem como mudar de estado.

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decretou a prisão preventiva de Josiel Carneiro de Souza, Matheus de Jesus Correia e Lucas Oliveira Emiliano. Eles são integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) e teriam planejado o assassinato da vítima justamente por ela pertencer aos rivais do CV (Comando Vermelho).

Para evitar a prisão, criaram uma série de obstáculos. Consta nas investigações, por exemplo, que Josiel teria dado sumiço no automóvel usado para transportar a vítima e se preparava para mudar para o Pará. Matheus, por sua vez, passava cada noite na casa de um parente diferente, para evitar que fosse localizado e capturado pelos investigadores.

Eles teriam agido com apoio de Willian da Silva Rampagni de Moraes. Vinicius desapareceu no dia 5 de julho e, segundo Willian e Josiel, foi levado a uma residência na rua Diogo Alvares, Tijuca, onde foi julgado no tribunal do crime. Depois, Vinícius foi morto com vários golpes de faca a mando de internos do sistema prisional.

Após executá-lo, Willian e Josiel colocaram o corpo da vítima em um veículo e a levaram até o local onde foi encontrado, uma área de mata, aos fundos do bairro Rancho Alegre. O corpo de Vinicius foi localizado no dia 10 de julho com os pés e mãos amarrados e, conforme a perícia, estaria no local entre 3 a 7 dias, o que leva a crer que o rapaz foi morto no dia de seu desaparecimento. As investigações foram conduzidas pela DEH (Delegacia Especializada de Homicídios).

Jornal Midiamax