Trio de estelionatários presos na tarde de terça-feira (21), por darem golpe em uma loja de calçados em Campo Grande, usavam o cartão de uma PM. Eles chegaram a fazer compra de R$ 4 mil em nome da policial, que é lotada em Corumbá, cidade distante 444 quilômetros.

O proprietário de duas lojas de calçados, localizadas em dois shoppings, foi quem procurou a 1ª Delegacia de Polícia Civil. Como as lojas ficaram fechadas por conta da pandemia do coronavírus, ele disponibilizou um link na internet para o cliente comprar e buscar depois o produto nas lojas.

Assim, no dia 8 de junho uma mulher fez compra de R$ 4 mil, dizendo ser proprietária de uma loja. Então, ela comprou com o cartão de crédito e no mesmo dia um suposto funcionário buscou os calçados. Já no dia seguinte ela teria entrado em contato novamente para outra compra.

Conforme o lojista, a suspeita queria fazer uma compra de R$ 5 mil, mas desta vez na loja do outro shopping. Foi então que ele desconfiou e disse que o link estava fora do ar naquele dia, mas procurou saber quem era a proprietária do cartão em que ela fez a primeira compra.

Identificação e prisões

A partir daí, a vítima acabou descobrindo que o cartão era de uma policial militar. O lojista ainda identificou pessoas vendendo os calçados em um site de vendas. Assim, com a denúncia na delegacia, as equipes policiais identificaram os envolvidos no crime e três pessoas foram presas.

Em Campo Grande foram detidos uma jovem e um rapaz de 20 anos e o suposto mentor do crime, de 24 anos, foi preso em Costa Rica. Para a polícia, eles chegaram a relatar que a organização criminosa aplicava vários golpes e que cada um tinha sua tarefa definida.

Ao todo, foram apreendidos mais de 20 pares de calçados. Também segundo a polícia, foi possível identificar que os criminosos conseguiam um cartão clonado, retiravam as mercadorias e então revendiam. Inclusive o mentor do crime usava um telefone em nome de um auditor fiscal de Mato Grosso do Sul.

Presos, os três responderão por estelionato, receptação e constituir organização criminosa.