Polícia

Envolvidos com grupo que comprava fuzis importados dos EUA são condenados

Integrantes de uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas e drogas foram condenados pela 5ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande. Ambos foram alvos da Operação Liquidação, deflagrada pela Polícia Federal em 2011, na cidade de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, e também na linha internacional com o Paraguai, para desarticular criminosos […]

Renan Nucci Publicado em 01/09/2020, às 17h52 - Atualizado às 18h14

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Integrantes de uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas e drogas foram condenados pela 5ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande. Ambos foram alvos da Operação Liquidação, deflagrada pela Polícia Federal em 2011, na cidade de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, e também na linha internacional com o Paraguai, para desarticular criminosos que, especialmente, enviavam armas para o Nordeste.

Um dos condenados era integrante de uma quadrilha especializada em assalto a bancos no nordeste brasileiro e chegou a assumir a articulação logística do transporte do armamento usado nos crimes. Ele foi condenado a 13 anos, cinco meses e 23 dias de reclusão, no regime inicial fechado,e ao pagamento de 663 dias-multa, no valor unitário de um trigésimo do valor do salário mínimo, vigente na data do fato.

O outro envolvido era responsável pela cooptação de pessoas para o transporte de armas e drogas da Bolívia para Corumbá e depois Campo Grande, de onde seguiam para o Rio de Janeiro. Ele foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, bem como ao pagamento de 1.415 dias-multa, como o comparsa, no valor de um trigésimo do valor do salário mínimo, vigente na data do fato.

O esquema foi descoberto a partir de apreensão de arma. A PF solicitou rastreamento de fuzis e descobriu que o grupo contava com um boliviano que comprava as armas em Miami, nos Estados Unidos. Ele havia sido preso e os policiais obtiveram outras informações que levaram aos receptadores, que também acabaram presos. Por meio de perícia nos celulares deles, foi possível descobrir a organização, que foi desarticulada durante a operação.

Jornal Midiamax