Polícia

Defesa espera oitivas para tentar revogar prisão de ex-superintendente da Sejusp

Preso no dia 15 de maio, o coronel Kleber Haddad prestou depoimento na última quinta-feira (28), no Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado). Segundo a defesa, ele respondeu todas as perguntas e apresentou documentos comprovando que o patrimônio é compatível com a renda. O advogado José Roberto Rodrigues Rosa, que acompanha […]

Renata Portela Publicado em 01/06/2020, às 11h04 - Atualizado às 13h56

Kleber Haddad (dir.) tinha cargo na cúpula da Sejusp (Divulgação, DOF)
Kleber Haddad (dir.) tinha cargo na cúpula da Sejusp (Divulgação, DOF) - Kleber Haddad (dir.) tinha cargo na cúpula da Sejusp (Divulgação, DOF)

Preso no dia 15 de maio, o coronel Kleber Haddad prestou depoimento na última quinta-feira (28), no Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado). Segundo a defesa, ele respondeu todas as perguntas e apresentou documentos comprovando que o patrimônio é compatível com a renda.

O advogado José Roberto Rodrigues Rosa, que acompanha o caso, afirmou ao Midiamax que aguarda o fim das oitivas para pedir a revogação da prisão do coronel Haddad, que está detido no Presídio Militar. Ele quer ter acesso aos depoimentos e acompanhar todos os procedimentos antes que seja feito o pedido.

Segundo o advogado, o coronel respondeu a todas as perguntas do Gaeco e apresentou os documentos que mostram que todo o patrimônio dele é compatível com a renda. Uma propriedade rural que teria sido alvo na investigação, segundo o advogado Rosa, teria sido comprado pelo coronel em 2011, anos antes de ele assumir o DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

A suspeita apontada nas investigações seria de que ele estaria se valendo do cargo para arrecadar dinheiro ilegal da máfia dos cigarros. No entanto, segundo a defesa, tal propriedade rural foi comprada em 2011, mas só foi transferida ao nome do coronel Haddad em 2017, quando ele era chefe do DOF, por pendencias judiciais relacionadas ao patrimônio e também porque as terras foram compradas e pagas em parcelas.

O coronel foi preso juntamente com outros oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no último dia 15 de maio, durante a Operação Avalanche, deflagrada pelo Gaeco para desarticular esquema de cigarreiros que envolvia policiais. Os demais réus são o tenente-coronel Carlos Silva, o tenente-coronel Wesley Freire de Araújo, o tenente-coronel Josafá Pereira Dominoni, o major Luiz César de Souza Herculano, o tenente-coronel Jidevaldo de Souza Lima e o tenente-coronel Erivaldo José Duarte.

Jornal Midiamax