Polícia

Assassinado no Monte Castelo havia sido preso com arma em terminal e furto de cofre em escritório

Foi identificado como Jean Carlos Dutra de Oliveira, de 36 anos, o rapaz morto na madrugada desta quinta-feira (17) por um comerciante no Bairro Monte Castelo. Em 2014, ele havia sido preso por furtar uma empresa de construção civil, arrombar o cofre e levar R$ 4230 em bens. Junto a outros quatro rapazes, Jean invadiu […]

Danielle Errobidarte Publicado em 17/12/2020, às 18h48

Conforme advogado do comerciante, ele teria atirado devido a tentativa de assalto. (Foto: Henrique Arakaki)
Conforme advogado do comerciante, ele teria atirado devido a tentativa de assalto. (Foto: Henrique Arakaki) - Conforme advogado do comerciante, ele teria atirado devido a tentativa de assalto. (Foto: Henrique Arakaki)

Foi identificado como Jean Carlos Dutra de Oliveira, de 36 anos, o rapaz morto na madrugada desta quinta-feira (17) por um comerciante no Bairro Monte Castelo. Em 2014, ele havia sido preso por furtar uma empresa de construção civil, arrombar o cofre e levar R$ 4230 em bens.

Junto a outros quatro rapazes, Jean invadiu a empresa durante a madrugada e levou o dinheiro de dois cofres, um computador e uma caixa de som. Ele confessou que teria participado do crime com a promessa de que teria, no interior dos cofres, o total de R$ 74 mil. Jean foi condenado a três anos de prisão em regime fechado e pagamento de 20 dias-multa.

Além disso, Jean também havia sido condenado a dois anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo. Em outubro de 2009 ele foi preso em flagrante entregando um revólver calibre 22 para outro rapaz, que entrou em um ônibus no Terminal Júlio de Castilho.

Assassinado no Monte Castelo havia sido preso com arma em terminal e furto de cofre em escritório
Crime ocorreu durante a madrugada. (Foto: Henrique Arakaki)

Morto por comerciante

Na madrugada desta quinta-feira (17), Jean Carlos foi morto quando, supostamente, tentava assaltar o dono de uma lanchonete no bairro Monte Castelo. Ele foi assassinado com pelo menos 5 tiros.

Conforme as primeiras informações, equipe da GCM (Guarda Civil Municipal) voltava para a base quando passou pelo local e notou a aglomeração de pessoas, indo embora. Assim, os guardas pararam e viram uma pessoa caída no chão, perto do pneu da S10 branca.

Além disso, perto da mão havia uma arma de fogo, um revólver descarregado. Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) já tinha constatado o óbito e equipe da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro e Perícia foram acionadas. Testemunhas relataram que os proprietários da lanchonete já tinham saído.

Porém, advogado foi ao local e indicou que deve apresentar o dono da lanchonete em uma delegacia de Campo Grande. Segundo o delegado André Luis de Mendonça, o comerciante teria reagido ao assalto. A primeira versão contada por testemunhas, de que um bandido teria atirado e matado o outro, não foi compatível com o que a polícia apurou no local.

De acordo com o delegado, o comerciante havia registrado um boletim de ocorrência por furto ainda na quarta-feira (16). A princípio ele estava com dinheiro do pagamento dos funcionários na camionete, quando foi ao mercado e ladrões levaram R$ 7 mil de dentro do veículo. Já no local do crime, foram encontrados R$ 3 mil dentro da S10, que possivelmente seria o valor que os bandidos roubariam.

Jean Carlos tinha ferimentos por disparo de arma de fogo no braço, cabeça e tórax. A princípio ele chegou ao local com um comparsa, que fugiu de moto. A arma que estava perto do corpo, foi apreendida. Há suspeita de que o revólver seja do comerciante, mas o fato ainda não foi confirmado.

O caso é tratado como homicídio simples e o advogado do proprietário da lanchonete, que não estava no local no momento em que a polícia chegou, alegou que ele deve se apresentar.

Jornal Midiamax