Polícia

Após marido ser preso por feminicídio no Paraguai, mulher reaparece com namorado

Parece filme de suspense americano, mas não é. Rocío Soledad Chaparro Achar, uma paraguaia de 36 anos, residente em Límpio, a 23 quilômetros Assunção, no Paraguai, que érea considerada morta desde o dia 3 de dezembro, reapareceu. Acompanhada pelo namorado peruano José Alberto Risso Castillo, ela se apresentou na delegacia da cidade. O caso ganhou […]

Marcos Morandi Publicado em 11/12/2020, às 08h53 - Atualizado às 09h10

Casal se apresentou na delegacia e e acabou preso. (Foto: Divulgação).
Casal se apresentou na delegacia e e acabou preso. (Foto: Divulgação). - Casal se apresentou na delegacia e e acabou preso. (Foto: Divulgação).

Parece filme de suspense americano, mas não é. Rocío Soledad Chaparro Achar, uma paraguaia de 36 anos, residente em Límpio, a 23 quilômetros Assunção, no Paraguai, que érea considerada morta desde o dia 3 de dezembro, reapareceu. Acompanhada pelo namorado peruano José Alberto Risso Castillo, ela se apresentou na delegacia da cidade.

O caso ganhou repercussão no Paraguai e o marido de dela, o paraguaio Jonny Walker Cano, de 43 anos, chegou a ser preso, na terça-feira da semana passada, por suspeita de feminicídio. No banheiro de sua foram encontrados 17 dentes que poderiam pertencer à mulher.

Agentes da Criminalística, Homicídios e da Direção Central de Polícia chegaram a vistoriar uma sepultura cavada no pátio de uma casa, segundo informações do ABC Color. O trabalho ainda teve que ser apoiado por bombeiros, pois o corpo da mulher teria sido enterrado sob os escombros.

Na cidade circulavam comentários macabros de que o marido teria assassinado a mulher, desmembrado o corpo e ficado com os dentes como lembrança macabra do crime. Entretanto, o acusado teria relatado para a polícia que os dentes eram seus e tinham sido retirados porque sofre de uma doença que deteriora a gengiva.

A história, porém, não convenceu promotora Sandra Ledesma, que manteve sua prisão. Ele só foi liberado 24 horas depois, na noite de quarta-feira, após ter sido levado ao Ministério Público, quando conseguiu comprovar a doença.

Aos policiais a ‘morta-viva’ relatou que ficou sabendo do caso depois que uma amiga lhe enviou uma mensagem e que ela era considerada desparecida e que estava residindo no centro da cidade desde o dia 3 de dezembro, com o namorado peruano.

Depois que o casal se reapresentou à polícia, o Ministério Público suspendeu a busca pelo corpo e foi ordenada a prisão de ambos. A situação judicial dos dois está sendo analisada pelas autoridades paraguaias. Ela pode responder por violação do dever de cuidado ou abandono e ele, por estrangeiro, pode ser expulso do País.

Jornal Midiamax