Polícia

Além de PM que matou serviço em festa, major envolvido na Máfia dos Cigarreiros também é promovido

Publicado no Diário Oficial do Estado, o policial militar Luiz Cesar Souza Herculano foi promovido a tenente coronel.

Danielle Errobidarte Publicado em 14/12/2020, às 14h00 - Atualizado às 14h27

Militar havia sido preso na 2ª fase da Operação Oiketicus. Foto Ilustrativa
Militar havia sido preso na 2ª fase da Operação Oiketicus. Foto Ilustrativa - Militar havia sido preso na 2ª fase da Operação Oiketicus. Foto Ilustrativa

Além do policial militar Nilson Fernandes Sena Junior, preso em 27 de junho e denunciado por matar serviço para ir à uma festa, o major Luiz Cesar Souza Herculano também foi promovido ao posto de tenente coronel. Ele é acusado de participar da máfia dos cigarreiros. A promoção de ambos, por antiguidade, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico desta segunda-feira (14).

O agora tenente coronel teve liberdade concedida no dia 16 de outubro pelo Conselho Especial de Justiça, após ter sido preso durante a Operação Avalanche, desdobramento da Operação Oiketicus, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra a ‘Máfia dos Cigarreiros’, em maio deste ano, na qual apontou que policiais militares davam suporte ao contrabando de cigarros vindos do Paraguai em troca de propina.

Máfia dos Cigarreiros

Na primeira fase da Operação Oiketicus haviam sido presos 29 policiais, denunciados por corrupção passiva e organização criminosa. Junto a Luiz Cesar ganharam liberdade o coronel Kleber Haddad Lane, tenente-coronel Carlos da Silva, tenente-coronel Josafá Pereira Dominoni tenente-coronel Wesley Freire de Araújo, o tenente-coronel Jidevaldo de Souza Lima, além do ex-comandante do DOF (Departamento de Operações da Fronteira) Kleber Haddad Lane.

As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de Mato Grosso do Sul davam suporte ao contrabando, mediante pagamento sistemático de propina, interferindo na fiscalização de caminhões de cigarros, para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos. De acordo com a denúncia, os cigarreiros agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas.

Além disso, as atividades eram desenvolvidas em dois grandes núcleos. O primeiro núcleo compreendia a região de Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna, e Bonito; ao passo que o segundo Maracaju, Dourados, Naviraí, Mundo Novo, Iguatemi, Japorã e Eldorado.

Foi denominada como Avalanche a segunda fase da Operação Oiketicus. Na última ação, ocorrida em 15 de maio, foram cumpridos mandados em Campo Grande, Coxim, Sidrolândia, Naviraí, Aquidauana e Dourados. Todos os alvos da operação, que resultou em sete prisões,tinham bom trânsito político, salários mensais na faixa dos R$ 20 mil e posições de comando na Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).

Jornal Midiamax