Polícia

Além de pais, clube onde criança se afogou também será ouvido em investigação

Além dos pais do menino de 3 anos, que faleceu no último domingo (25) após se afogar em um parque aquático na Capital no dia 18, os responsáveis pelo clube onde a família estava também serão ouvidos na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Os pais podem responder por homicídio culposo, […]

Danielle Errobidarte Publicado em 27/10/2020, às 16h13 - Atualizado em 28/10/2020, às 09h59

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Além dos pais do menino de 3 anos, que faleceu no último domingo (25) após se afogar em um parque aquático na Capital no dia 18, os responsáveis pelo clube onde a família estava também serão ouvidos na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Os pais podem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo a delegada Franciele Candotti, os pais responderão pelo crime caso fique constatado negligência nos cuidados do menino. “A polícia precisa apurar o que houve. Ninguém vai em clube e deixa uma criança solta perto da piscina. Já fui em casos que uma criança se afogou numa altura de 40cm de água. Para ela, 40cm é um rio”, explica.

A delegada explica que os pais foram intimados a prestar depoimento na quinta-feira (29). Além deles, os responsáveis pelo parque aquático localizado na BR-262, também serão ouvidos. “Queremos saber do clube, onde estavam os salva vidas? Tinham ou não? Atenderam a criança?”, questiona Candotti.

A criança havia ficado sete dias internada e passou por dois hospitais da Capital. Após ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica, ela não resistiu e faleceu. A família optou por doar os órgãos e tecidos. Por isso, o enterro foi realizado somente nesta terça-feira pela manhã.

Jornal Midiamax