Polícia

Agentes e diretor de presídio paraguaio ficam presos e devem ser ouvidos pela polícia

Ao todo permaneceram detidos 30 agentes penitenciários e o diretor do Presídio de Pedro Juan Caballero, Christian González, que devem ser ouvidos ainda nesta segunda-feira (20) sobre a fuga em massa de detentos daquela unidade. A fuga foi revelada na madrugada de domingo (19), na linha de fronteira com Ponta Porã, a 346 quilômetros de […]

Renata Portela Publicado em 20/01/2020, às 09h46 - Atualizado às 17h06

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Ao todo permaneceram detidos 30 agentes penitenciários e o diretor do Presídio de Pedro Juan Caballero, Christian González, que devem ser ouvidos ainda nesta segunda-feira (20) sobre a fuga em massa de detentos daquela unidade. A fuga foi revelada na madrugada de domingo (19), na linha de fronteira com Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande.

A promotora Reinalda Palacios declarou ao site local ABC Color que o trabalho agora é no sentido de coletar evidências relevantes sobre os fatos. Serão analisados telefones celulares e imagens das câmeras de segurança do circuito interno, além dos agentes serem ouvidos. Ela afirmou que eles podem responder pela ‘perseguição frustrada’ dos presos, além da liberação dos detentos e associação criminosa.

Agentes e diretor de presídio paraguaio ficam presos e devem ser ouvidos pela polícia
Banheiro de onde partiu o túnel (Foto: Divulgação)

Sobre a fuga pela porta da frente, pontuada pelo ministro Euclides Acevedo, a promotora afirmou que a principal via de escape teria sim sido o túnel, mas que não é descartada outra hipótese. Ela confirmou que não pode afirmar por onde os presos saíram, mas que será investigado como e por onde cada um deles deixou o presídio.

A origem do túnel era o banheiro de uma das celas. Para a fuga, conforme informado anteriormente, seria necessário que as celas estivessem abertas, já que os detentos saíram de vários locais diferentes, inclusive do andar superior do presídio. Todos os detentos que escaparam seriam membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os agentes e o diretor do presídio foram detidos logo após a fuga e a princípio teriam recebido alto valor para colaborarem com a evasão em massa daquela unidade.

Jornal Midiamax