Polícia

Com malotes, Polícia Federal deixa órgão que atende índios em Campo Grande

Os agentes da Polícia Federal e da Receita Federal deixaram no fim da manhã desta quarta-feira (19) a sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena), em Campo Grande depois do cumprimento de mandados de busca e apreensão. A operação seria sobre investigação de um suposto esquema de desvio de verbas. Os agentes deixaram o prédio carregando […]

Thatiana Melo Publicado em 19/08/2020, às 11h30 - Atualizado às 15h31

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Os agentes da Polícia Federal e da Receita Federal deixaram no fim da manhã desta quarta-feira (19) a sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena), em Campo Grande depois do cumprimento de mandados de busca e apreensão. A operação seria sobre investigação de um suposto esquema de desvio de verbas.

Os agentes deixaram o prédio carregando vários malotes com documentos. Mão foi revelado quantos mandados cumpridos e valor do suposto desvio de verbas. O chefe do Polo Base da saúde indígena em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, o cacique Arildo Alves Alcantara foi surpreendido pela operação da Polícia Federal no local. Ele tinha uma reunião marcada com o novo coordenador do Dsei para tratar sobre assuntos referentes a falta de médicos nas aldeias.

Segundo o cacique são 14 aldeias que o polo base atende sendo que, oito indígenas já morreram por causa do coronavírus, e na aldeia Água Azul, três índios morreram no mesmo dia. Arildo disse que tinha uma reunião marcada com o novo coordenador do Dsei para resolver o problema da falta de médicos para atender uma população de pelo menos 5.700 índios, nestas 14 aldeias.

“É muito triste se realmente verbas do coronavírus foram desviadas. Nós estamos perdendo muitas vidas”, disse o cacique que afirmou que não vai embora sem antes falar com o novo coordenador sobre a situação vivida ultimamente pelos indígenas.

Ele ainda disse que o Dsei é o coração da saúde dos índios, “se não funciona aqui, não funciona nas aldeias”, falou Arildo que explicou que a reunião seria para reivindicar mais enfermeiros e médicos, já que um médico, por exemplo, atende duas aldeias ao mesmo tempo.

Jornal Midiamax