Polícia

Com reunião marcada, caciques são surpreendidos com operação da Polícia Federal

Com reunião marcada para esta quarta-feira (19), na sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena), o chefe do Polo Base da saúde indígena em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, o cacique Arildo Alves Alcantara foi surpreendido pela operação da Polícia Federal no local. Mandados de busca e apreensão são cumpridos. Segundo o cacique são […]

Thatiana Melo Publicado em 19/08/2020, às 09h58 - Atualizado às 14h23

(Danielle Errobidart, Midiamax)
(Danielle Errobidart, Midiamax) - (Danielle Errobidart, Midiamax)

Com reunião marcada para esta quarta-feira (19), na sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena), o chefe do Polo Base da saúde indígena em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, o cacique Arildo Alves Alcantara foi surpreendido pela operação da Polícia Federal no local. Mandados de busca e apreensão são cumpridos.

Segundo o cacique são 14 aldeias que o polo base atende sendo que, oito indígenas já morreram por causa do coronavírus, e na aldeia Água Azul, três índios morreram no mesmo dia. Arildo disse que tinha uma reunião marcada com o novo coordenador do Dsei para resolver o problema da falta de médicos para atender uma população de pelo menos 5.700 índios, nestas 14 aldeias.

“É muito triste se realmente verbas do coronavírus foram desviadas. Nós estamos perdendo muitas vidas”, disse o cacique que afirmou que não vai embora sem antes falar com o novo coordenador sobre a situação vivida ultimamente pelos indígenas.

Ele ainda disse que o Dsei é o coração da saúde dos índios, “se não funciona aqui, não funciona nas aldeias”, falou Arildo que explicou que a reunião seria para reivindicar mais enfermeiros e médicos, já que um médico, por exemplo, atende duas aldeias ao mesmo tempo.

A operação da PF é para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A Receita Federal também está participando da operação que apura suposto desvios de verbas. Não se sabe quantos mandados são cumpridos.

Jornal Midiamax