Polícia

Advogado diz que motorista de aplicativo matou em briga por som alto para se defender

O advogado de defesa, Amilton Ferreira de Almeida, do motorista de aplicativo que matou a tiros Lucas de Assis de 26 anos, neste domingo (16), no Jardim Noroeste, disse que seu cliente agiu em legítima defesa já que a vítima estaria armada durante a briga por causa de som alto. Amilton foi acompanhado de outra […]

Thatiana Melo Publicado em 17/02/2020, às 09h01 - Atualizado às 09h21

Motorista de aplicativo tinha comprado arma depois de ser ameaçado pelos vizinhos (Henrique Arakaki, Midiamax)
Motorista de aplicativo tinha comprado arma depois de ser ameaçado pelos vizinhos (Henrique Arakaki, Midiamax) - Motorista de aplicativo tinha comprado arma depois de ser ameaçado pelos vizinhos (Henrique Arakaki, Midiamax)

O advogado de defesa, Amilton Ferreira de Almeida, do motorista de aplicativo que matou a tiros Lucas de Assis de 26 anos, neste domingo (16), no Jardim Noroeste, disse que seu cliente agiu em legítima defesa já que a vítima estaria armada durante a briga por causa de som alto.

Amilton foi acompanhado de outra advogada Larissa Furtado Almeida até a 5º Delegacia de Polícia Civil para fazer a entrega da arma usada no crime ao delegado e negociar a apresentação do motorista. Ao Jornal Midiamax, Amilton contou que o seu cliente só atirou contra Lucas depois de ver seu pai apanhando e ver que a vítima estava armada.

“Ele contou que viu quando Lucas estava com uma arma nas mãos, e que só voltou e atirou para se defender e também ao pai”, falou o advogado que vai usar a tese de legítima defesa para o motorista de aplicativo, que teria comprado a arma após se envolver em brigas com os vizinhos.

O advogado ainda disse que anteriormente havia sido relatado que o motorista de aplicativo teria feito disparos de dentro de casa pela janela, mas que o fasto não é verídico, sendo que os tiros efetuados foram todos fora da residência.

A casa do motorista de aplicativo teria sido depredada após o crime pelos familiares de Lucas. O pai do autor, que foi agredido, procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência pelas agressões e pela depredação da residência.

O crime aconteceuna manhã de domingo (16), após o motorista pedir para Lucas abaixar o som, já que queria descansar após trabalhar durante a madrugada. Como a vítima não abaixou o som aconteceu a discussão, que terminou em morte. Lucas foi morto com dois tiros, um que transfixou o queixo e outro pelas costas.

Vizinhos contaram ao Jornal Midiamax, que o autor já havia feito um boletim de ocorrência contra o rapaz por causa do barulho. Ainda segundo os moradores, os tiros foram disparados pelo motorista de aplicativo em uma tentativa de defender o pai de ser agredido pela vítima. Os primeiros disparos teriam sido para o alto e os outros contra o rapaz.

Jornal Midiamax