Polícia

20 anos e 2 meses de cadeia por matar amigo a marteladas e ficar com FGTS

Durante julgamento realizado nesta quarta-feira (05), em Campo Grande, Geronilson Souza Nascimento, de 24 anos, foi condenado a 20 anos e dois meses de prisão, além de 30 dias-multa, pelo homicídio de Belarmino Barbosa Souza, de 58 anos, ocorrido em novembro de 2018.  Conforme decidido pelo conselho de sentença e proferido pelo juiz Aluízio Pereira […]

Renan Nucci Publicado em 05/02/2020, às 17h27 - Atualizado em 06/02/2020, às 08h32

Vítima só tinha R$ 7 reais na conta (Henrique Arakaki, Midiamax)
Vítima só tinha R$ 7 reais na conta (Henrique Arakaki, Midiamax) - Vítima só tinha R$ 7 reais na conta (Henrique Arakaki, Midiamax)

Durante julgamento realizado nesta quarta-feira (05), em Campo Grande, Geronilson Souza Nascimento, de 24 anos, foi condenado a 20 anos e dois meses de prisão, além de 30 dias-multa, pelo homicídio de Belarmino Barbosa Souza, de 58 anos, ocorrido em novembro de 2018. 

Conforme decidido pelo conselho de sentença e proferido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri,  o réu foi condenado por homicídio qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, bem como pelos crimes de furto e ocultação de cadáver.

Em novembro de 2019 foi realizado o primeiro júri, mas na ocasião, o MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) passou a sustentar a tese de latrocínio. Como a acusação era diferente da prova nos autos, o magistrado decidiu dissolver o júri e reagendar o julgamento, para que a defesa pudesse se preparar.

Nesta quarta-feira, o MPMS sustentou a mesma acusação, mas o pedido não foi acatado pelos jurados, que decidiram pela condenação por homicídio. Geronilson alegou em depoimento que matou o amigo para se defender de agressões. O réu contou que no dia do crime havia ingerido bebidas alcoólicas e voltado à casa do amigo para buscar pertences pessoais, já que por um tempo dividiram o mesmo lar.

Berlamino teria questionado se o autor estaria se relacionando com sua ex, momento em que os dois começaram uma discussão e a vítima teria tentado agredi-lo com um martelo. Geronilson tomou a ferramenta da mão de Belarmino e o agrediu. Ele disse só se lembrar de três marteladas, mas a perícia na época apontou oito golpes.

Sobre a tentativa de ocultar o cadáver, o réu contou que não sabia o que fazer após o assassinato, e por isso, colocou o corpo dentro do carro da própria vítima e o levou até Aquidauana. Geronilson negou que tenha roubado cartão, dinheiro e o carro da vítima, e familiares esperavam que fosse condenado por latrocínio.

Jornal Midiamax