Polícia

Há 2 anos, trio que roubou e matou carbonizado Alceu Bueno era condenado

No dia 20 de julho de 2017 eram condenados os autores do latrocínio – roubo seguido de morte – e ocultação do corpo do ex-vereador Alceu Bueno. Elpídio Cesar Macena do Amaral, Kátia de Almeida Rocha e Josian Edson Cuando Macena foram sentenciados a mais de 20 anos de reclusão pelos crimes que cometeram em […]

Renata Portela Publicado em 25/07/2019, às 07h00 - Atualizado às 08h31

Corpo foi encontrado carbonizado (Foto: Arquivo)
Corpo foi encontrado carbonizado (Foto: Arquivo) - Corpo foi encontrado carbonizado (Foto: Arquivo)

No dia 20 de julho de 2017 eram condenados os autores do latrocínio – roubo seguido de morte – e ocultação do corpo do ex-vereador Alceu Bueno. Elpídio Cesar Macena do Amaral, Kátia de Almeida Rocha e Josian Edson Cuando Macena foram sentenciados a mais de 20 anos de reclusão pelos crimes que cometeram em setembro de 2016.

A sentença foi proferida na época pela 6ª Vara Criminal de Campo Grande, que decidiu pela pena de 21 anos de reclusão em regime fechado a Elpídio. Ele assumiu o assassinato e por isso teve redução da pena, por confissão. Já Kátia foi condenada a 22 anos e 2 meses e Josian a 22 anos.

Em depoimento, Elpídio chegou a dizer que estava em luta corporal e tinha golpeado Alceu Bueno com uma tábua de carne quando Josian chegou. A defesa de Josian tentou alegar que ele não teve participação no latrocínio, porque não furtou qualquer objeto ou entrou na camionete do ex-vereador para levar ao Paraguai, como os outros fizeram. As investigações policiais, no entanto, apontavam que Josian participou das agressões contra o ex-vereador.

Relembre o crime

No dia 21 de setembro de 2016 o corpo de Alceu Bueno foi encontrado carbonizado e com sinais de estrangulamento no Jardim Veraneio, região do Parque dos Poderes, em Campo Grande. Imagens de câmeras de segurança de um condomínio revelaram o momento em que o corpo foi abandonado no local pelos suspeitos e em seguida queimado.

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) seguiu em investigações até a prisão dos três envolvidos, em 29 de dezembro do mesmo ano. A princípio chegou a ser cogitada uma ligação entre a morte do ex-vereador e o escândalo sexual em que esteve envolvido, que revelou esquema de extorsão de políticos em 2015.

Após trabalhos da polícia, foi descoberto que Alceu Bueno mantinha um relacionamento com Kátia e que a assediava pelo WhatsApp. Elpídio também teria um relacionamento com ela e estaria com ciúmes, uma das possíveis motivações do crime. Os autores chegaram a alegar que a ideia inicial era reprimir o ex-vereador.

Quando o trio percebeu que Bueno costumava andar com muito dinheiro, planejou o roubo. Elpídio pediu para Kátia marcar um encontro com ele na casa dela, no Jardim Seminário. Ele teria sido assassinado ainda no quarto da mulher, a golpes de martelo e de uma tábua de carne. Alceu foi enforcado em seguida com a alça de uma bolsa.

O corpo da vítima foi levado até a região do Parque no próprio carro, uma Land Rover Freelander, onde foi incendiado. O trio roubou R$ 600 de Bueno no dia do crime e após não conseguirem vender o carro no Paraguai, também incendiaram o veículo na região de fronteira do Estado.

Jornal Midiamax