Polícia

‘Só lembro de uma martelada’, diz assassino de Mayara Amaral

Durante seu depoimento no julgamento desta sexta-feira (29), o baterista Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, disse só se lembrar de ter dado, apenas, uma martelada na cabeça de Mayara Amaral, no dia do crime. Luis contou que no dia do assassinato teria usado drogas além da conta, misturado com drogas sintéticas. E que eles […]

Thatiana Melo Publicado em 29/03/2019, às 11h49 - Atualizado às 16h58

Luis Alberto durante julgamento. Foto: Minamar Júnior
Luis Alberto durante julgamento. Foto: Minamar Júnior - Luis Alberto durante julgamento. Foto: Minamar Júnior

Durante seu depoimento no julgamento desta sexta-feira (29), o baterista Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, disse só se lembrar de ter dado, apenas, uma martelada na cabeça de Mayara Amaral, no dia do crime.

Luis contou que no dia do assassinato teria usado drogas além da conta, misturado com drogas sintéticas. E que eles teriam começado uma discussão depois da musicista falar que teria feito exames porque estava com uma doença sexualmente transmissível e que poderia ter passado para ele.

Neste momento, os dois teriam começado a discutir e Luis afirma que só se lembra de ter pegado o martelo na mochila e dado um golpe na cabeça de Mayara. Depois, o baterista afirmou não se lembrar de mais nada, só o momento em que teria colocado o corpo de Mayara no carro para abandoná-lo no inferninho.

A acusação classificou Luis como frio, já que depois de matar a musicista ele teria se passado por ela mandando mensagens para a mãe de Mayara. “Tão forte quanto a dor desta mãe é a frieza do réu”, falou o promotor. Ainda segundo a acusação, Mayara amava Luis, mas ela não passava de diversão para ele. Fotos do corpo de Mayara foram mostradas durante o julgamento criando grande comoção entre as pessoas que estavam no plenário do júri. Contradizendo os depoimentos tanto da madrasta quanto de uma amiga de Luis, de que ele seria gentil, calmo e ‘menino de família’.

Luis ainda disse que não tinha a intenção de vender os objetos e o carro de Mayara, apenas queria se livrar deles. O baterista ainda disse que ficou em estado de choque depois de cometer o assassinato. A defesa de Luis, como estratégia, vai alegar que ele não tem antecedentes criminais, e que o crime foi um episódio único na vida do baterista.

O júri é composto por cinco mulheres e dois homens. O advogado de defesa de Luis contou que um laudo psicológico diz que o réu é semi-imputável, e que o laudo será apresentado durante o julgamento. Segundo o advogado, Conrado de Souza Passos, o laudo foi deferido pelo juiz, e isso, pode reduzir a pena de 1 a 2 terços.

Ainda segundo Conrado, Luis estaria arrependido do crime, “Este foi um episódio lamentável que aconteceu na vida deste jovem”, declarou. A família da musicista espera que Luis seja condenado há pelo menos 20 anos de prisão pelo crime.

Mayara Amaral teve a vida interrompida, em julho de 2017, quando foi morta com golpes de martelo pelo baterista Luís Alberto Bastos Barbosa, 29 anos. Ela também teria sido esganada e teve R$ 17,3 mil em bens roubados. Além de Luís, mais dois homens foram presos no dia seguinte ao achado do corpo, acusados de participação no assassinato, mas após investigações concluíram que o baterista agiu sozinho.

O corpo da musicista foi encontrado por peões de fazendas da região do Inferninho, ainda em chamas. A defesa do acusado usou como estratégia o fato de Luís ser usuário de drogas e pediu uma avaliação de sanidade mental do rapaz, por acreditar que o crime tenha sido motivado por um distúrbio muito além de sua vontade.

Jornal Midiamax