Polícia

Servidor do Detran de MS preso falsificava pontuação de CNH’s

A Operação Dedo Podre, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira, em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, culminou na prisão de Ailton Vargas Rodrigues, de 45 anos, gerente-executivo do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Selvíria, município distante 399 quilômetros de Campo Grande.  Além de Ailton, foram presos […]

Renan Nucci Publicado em 01/08/2019, às 13h43 - Atualizado em 02/08/2019, às 11h36

Agência do Detran em Selvíria. (Google Maps)
Agência do Detran em Selvíria. (Google Maps) - Agência do Detran em Selvíria. (Google Maps)

A Operação Dedo Podre, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira, em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, culminou na prisão de Ailton Vargas Rodrigues, de 45 anos, gerente-executivo do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Selvíria, município distante 399 quilômetros de Campo Grande. 

Além de Ailton, foram presos dois irmãos proprietários de um escritório despachante em Ilha Solteira (SP) e o empresário de escritório de recursos de multas de trânsito de Dracena. Ao todo, 191 pessoas foram investigado nos últimos 18 meses, por suspeita de criarem organização criminosa para inserção de dados falsos na transferência de pontos e renovação de carteiras de habitação. O grupo responde por corrupção  ativa, passiva e falsidade ideológica.

Segundo a polícia de São Paulo, em março do ano passado o grupo passou a ser monitorado por executar transferências ilegais, mediante pagamento de propina. Motoristas de São Paulo transferiam os pontos em suas CNH’s para Mato Grosso do Sul, a fim de evitar penalidades administrativas por conta de infrações de trânsito praticadas.

Orientado pelo grupo, o motorista apresentava endereço falso para facilitar o esquema. O empresário de Dracena cooptava os clientes com penalidades nas CNH’s e, após recebimento de propina, repassava os dados para os despachantes em Ilha Solteira. Estes, em seguida, pegavam o dinheiro e os dados dos clientes e repassavam para o Detran de Selvíria.

O servidor sul-mato-grossense, por sua vez, fazia vistas grossas às penalidades e inseria dados falsos no sistema do Detran/MS, isentando os motoristas das penalidades em uma nova transferência para o estado de São Paulo. A suspeita é de que eles tenham movimentado aproximadamente R$ 200 mil. As investigações continuam, pois há outros envolvidos em Goiás, Paraná e Pará.

Jornal Midiamax