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Polícia Federal apreende documentos após buscas na sede da Fiems em Campo Grande

Os agentes da Polícia Federal que chegaram em três viaturas na sede da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) deixaram o prédio por volta das 9h15 desta terça-feira (19) com um malote de documentos. Em Campo Grande, a Polícia Federal cumpre apenas alguns mandados de busca e apreensão entre os 40 realizados […]

Evelin Cáceres Publicado em 19/02/2019, às 09h34 - Atualizado às 16h54

(Foto: Mariana Rodrigues)
(Foto: Mariana Rodrigues) - (Foto: Mariana Rodrigues)

Os agentes da Polícia Federal que chegaram em três viaturas na sede da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) deixaram o prédio por volta das 9h15 desta terça-feira (19) com um malote de documentos.

Em Campo Grande, a Polícia Federal cumpre apenas alguns mandados de busca e apreensão entre os 40 realizados pelo país. São dez mandados de prisão, sendo sete em Pernambuco e outros três em Alagoas, Paraíba e Minas Gerais.

A Operação Fantoche investiga um esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões.

Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

A operação conta com apoio do TCU (Tribunal de Contas da União). A investigação aponta que o grupo costumava utilizar entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S.

O sistema S inclui entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

Segundo a assessoria de comunicação da Fiems, as informações preliminares são de que os agentes estão atrás de documentos de 10 anos atrás. A assessoria de Sérgio Longen, presidente da FIEMS, e vice-presidente de CNI (Confederação Nacional da Indústria), que teve o presidente preso, informou que uma nota será emitida ainda pela manhã. Eles apenas aguardam a Polícia Federal deixar o prédio.

(Com Vinícius Costa)

Jornal Midiamax