Polícia

‘Nossa tropa está doente’, diz coronel em velório de oficial da PMMS

  O velório do tenente-coronel Oeliton Santa de Figueiredo, 44 anos reúne aproximadamente 100 pessoas entre familiares, amigos mais próximos e ex-colegas do policial que foi encontrado sem vida nesta segunda-feira (1°), no bairro São Francisco com a suspeita de suicídio. O velório acontece na Capela da Pax Nacional, na Vila Moreninha II. Colegas, que […]

Vinícius Costa Publicado em 02/07/2019, às 10h08

Velório do oficial da PMMS reuniu amigos e familiares. (Foto: Minamar Junior)
Velório do oficial da PMMS reuniu amigos e familiares. (Foto: Minamar Junior) - Velório do oficial da PMMS reuniu amigos e familiares. (Foto: Minamar Junior)

O velório do tenente-coronel Oeliton Santa de Figueiredo, 44 anos reúne aproximadamente 100 pessoas entre familiares, amigos mais próximos e ex-colegas do policial que foi encontrado sem vida nesta segunda-feira (1°), no bairro São Francisco com a suspeita de suicídio. O velório acontece na Capela da Pax Nacional, na Vila Moreninha II.

Colegas, que preferiram não se identificar, trabalharam por cinco anos com o oficial, afirmaram que ele teria sido um dos melhores comandantes que passou pela região central e que a morte causou um espanto entre a categoria, apesar da alegação de que a “pressão vem de todos os lados”.

Alírio Villasanti, coronel e presidente da AFOMS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul), explicou que Oelinton era um dos seus amigos pessoais e que não esperava que a tragédia atingisse diretamente o policial militar e criticou a forma como os policiais estão sendo tratados.

“Nossa tropa está doente, este é o terceiro caso este ano. É um índice muito alto em relação ao nível nacional”. O coronel aponta ainda que havia uma mobilização para colocá-lo o oficial como comandante da Polícia Militar, justamente pela carreira que possuía como policial.

‘Nossa tropa está doente’, diz coronel em velório de oficial da PMMS
Coronel Alírio Villasanti. (Foto: Minamar Junior)

Villasanti ressaltou a pressão que os policiais vêm sofrendo nos últimos anos e não estão com condições suficientes para exercer a função. Para ele, essa pressão é condizente ao rendimento e produtividade e isso está afetando o psicológico dos oficiais.

“Se as pessoas que cuidam dos cidadãos estão se matando, imagina como fica o cidadão”, alegou o coronel. A maior causa de afastamento dos policiais, segundo o presidente da associação é o transtorno mental e comportamental.

Oeliton era filho de criação do sargento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Ilson Martins Figueiredo. Ele foi fuzilado na Avenida Guaicurus com mais de 18 tiros e até hoje ninguém foi indiciado pelo crime de pistolagem. Ele foi perseguido e teve o carro alvejado pelos tiros. Ilson perdeu o controle do carro que dirigia batendo contra um muro e morrendo no local.

Jornal Midiamax