Polícia

Julgamento de 9 réus acontece nesta quarta e é considerado o maior da história de Dourados

Nove homens apontados como responsáveis pela morte de José Alécio dos Santos, 35 anos, dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) vão a júri nesta quarta-feira (20), a partir das 8h. Este é considerado um dos maiores julgamentos em número de réus já ocorrido em Dourados, cidade que fica  a 225 quilômetros de Campo Grande. […]

Dayene Paz Publicado em 19/11/2019, às 19h05 - Atualizado em 20/11/2019, às 08h43

Internos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial no dia do crime (Foto: Arquivo / Dourados News)
Internos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial no dia do crime (Foto: Arquivo / Dourados News) - Internos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial no dia do crime (Foto: Arquivo / Dourados News)

Nove homens apontados como responsáveis pela morte de José Alécio dos Santos, 35 anos, dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) vão a júri nesta quarta-feira (20), a partir das 8h. Este é considerado um dos maiores julgamentos em número de réus já ocorrido em Dourados, cidade que fica  a 225 quilômetros de Campo Grande.

Os acusados são: Claudinei Oliveira da Silva, Romildo Oliveira Lopes, Danilo Mauricio Souza Ferreira, Davidson Almiro Santos Oliveira, Everton Calixto Flores, Maycon Braga Prado, Gerson Nascimento de Andrade, James Willian Rodrigues da Rocha e Rogério Lourenço dos Santos.

De acordo com as informações divulgadas pelo site Dourados News, o crime aconteceu no dia 24 de fevereiro de 2017 na PED e o motivo seria vingança. Claudinei teria encomendado o homicídio oferecendo dinheiro a outros presos. A negociação foi realizada diretamente com Rogério Lourenço que cooptou os internos. Já Romildo Oliveira se responsabilizou em fornecer armas artesanais para cometer o delito.

No dia, Romildo e mais três internos – Davidson, James Willian e Maycon Braga, que estavam na cela disciplinar 10, se encontraram com Danilo, Everton e Gerson, na cela 13, a mesma onde José Alécio permanecia preso. Lá, Rogério entrou e usou uma corda artesanal para estrangular a vítima, sendo esse o motivo do óbito, conforme o laudo pericial.

No mesmo dia, com exceção de Claudinei e Romildo, os outros sete internos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial de Dourados. Horas antes, o grupo chegou a realizar motim na galeria, que foi controlado com a chegada de policiais militares da Força Tática.

Jornal Midiamax