Polícia

Já condenado a 73 anos, Nando vai a júri pelo sexto homicídio

Na próxima sexta-feira, Luiz Alves Martins Filho, o Nando, senta no banco dos réus como homicida pela sexta vez, desde que foi preso acusado de liderar grupo de extermínio ligado à execução de pelo menos 15 pessoas na região do Danúbio Azul, em Campo Grande. Ele já foi condenado a 73 anos e três meses […]

Renan Nucci Publicado em 24/04/2019, às 15h04 - Atualizado às 18h40

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Na próxima sexta-feira, Luiz Alves Martins Filho, o Nando, senta no banco dos réus como homicida pela sexta vez, desde que foi preso acusado de liderar grupo de extermínio ligado à execução de pelo menos 15 pessoas na região do Danúbio Azul, em Campo Grande. Ele já foi condenado a 73 anos e três meses de prisão, e desta vez vai a júri popular pela morte de Bruno Santos Silva.

Conforme já noticiado, em 2016, operação da Polícia Civil desarticulou o esquema operado por Nando e vários comparsas. Em troca de favores sexuais, ele fornecia drogas a usuários do bairro e estimulava o vício. No entanto, tais usuários às vezes cometiam pequenos delitos, como furtos, e acabavam pagando com a vida quando descobertos.

O líder do grupo os sentenciava à morte de forma cruel, acreditando que estava fazendo um favor aos moradores, “livrando o bairro de bandidos”. Contudo, estava apenas agravando um problema que ele mesmo ajudou a criar. As vítimas eram mortas geralmente por enforcamento, e depois enterradas em um cemitério clandestino localizado nas imediações do Jardim Veraneio.

Além das cinco condenações e mais o caso de Bruno, Nando ainda responde a outras oito ações penais. Ao todo, foram oferecidas 15 denúncias de homicídios que tramitam na 1ª e 2ª Varas do Tribunal do Júri. Em apenas um processo, sobre o assassinato de Daniel de Oliveira Barros, ele foi impronunciado e o caso foi arquivado. Outras duas sessões de julgamento devem ocorrer em maio: no dia 10, ele vai a júri acusado da morte de Ariel Fernando Garcia Lima Teixeira e, no dia 17, será julgado pelo assassinato de Daniel Gomes de Souza Carvalho.

Nos seis processos restantes ele já foi pronunciado, restando ainda marcar a data do julgamento.

Condenações

Dos cinco júris já realizados, Nando foi condenado pelos homicídios em quatro deles, apenas em um caso, sobre a morte de Ana Claudia Marques, ele foi absolvido do homicídio, sendo condenado apenas pela ocultação de cadáver. O primeiro julgamento aconteceu no dia 29 de junho de 2018, com a condenação do réu a 18 anos e 3 meses de reclusão pela morte da vítima “Café” ou “Neguinho”. O processo está em grau de recurso.

Ainda no ano passado, no dia 23 de novembro, Nando foi julgado e condenado a 18 anos e 4 meses de reclusão e 20 dias-multa pelo assassinato de Lessandro Valdonado de Souza. O processo também está em grau de recurso.

No dia 20 de fevereiro, ele recebeu nova condenação pela morte de Jenifer Luana Lopes. A pena foi fixada em 18 anos e 3 meses de reclusão. Dias antes, no dia 8, ele teve sua primeira e única absolvição até agora, sendo condenado apenas pela ocultação de cadáver de Ana Cláudia Marques. O crime foi atribuído a um de seus comparsas, que ainda não foi submetido a julgamento, pois recorreu. Pela ocultação do cadáver, a pena foi fixada em 2 anos de reclusão e 30 dias-multa.

O último julgamento ocorreu no dia 10 de abril, com a condenação a 16 anos e 3 meses de reclusão e 15 dias-multa pela morte de Flávio Soares Corrêa. Ainda devem ser agendados os julgamentos pelas mortes das vítimas Alex da Silva dos Santos; Jhenifer Lima da Silva; Aparecida Adriana da Costa; Aline Farias da Silva; “Alemão” e Eduardo Dias Lima.

Jornal Midiamax