Polícia

Força-tarefa que investiga execuções em Campo Grande sai da Homicídios e vai para o Garras

A força-tarefa que foi criada em novembro do ano passado para investigar as execuções ocorridas em Campo Grande, e que estava a cargo da delegacia especializada da Homicídios foi retirada e levada para o Garras, em determinação no Diário Oficial desta segunda-feira (29), assinado pelo delegado geral da polícia, Marcelo Vargas. Segundo consta no Diário […]

Thatiana Melo Publicado em 29/04/2019, às 08h30 - Atualizado às 18h38

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A força-tarefa que foi criada em novembro do ano passado para investigar as execuções ocorridas em Campo Grande, e que estava a cargo da delegacia especializada da Homicídios foi retirada e levada para o Garras, em determinação no Diário Oficial desta segunda-feira (29), assinado pelo delegado geral da polícia, Marcelo Vargas.

Segundo consta no Diário Oficial, a determinação de levar os inquéritos que investigam os assassinatos de Ilson Martins Figueiredo, Orlando Bomba e de Matheus Coutinho Xavier, filho de um capitão da Polícia Militar, seria devido ao Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), ter ‘estrutura adequada para tornar mais célere e efetiva as investigações referentes aos inquéritos’.

Também no Diário Oficial foi determinado que a Corregedoria da Polícia Civil deverá continuar com as investigações sobre o delegado Fernando Araújo da Cruz Júnior, titular da DAIJI (Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e do Idoso) preso acusado da morte do boliviano Alfredo Rangel Weber, de 48 anos, morto no dia 23 de fevereiro.

Força-tarefa

A força-tarefa foi criada em novembro de 2018, para investigar crimes de pistolagem em Campo Grande. As investigações tentam descobrir se existe a ligação entre a execução do ‘Orlando Bomba’ e do sargento reformado da Polícia Militar do Estado, Ilson Martins Figueiredo, chefe da Segurança Institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Execuções

Islon Martins Figueiredo estava conduzindo um Kia Sportage, na Avenida Guaicurus, no dia 11 de junho de 2018, quando foi surpreendido e seu carro alvejado por diversos tiros de arma de grosso calibre, entre elas, um fuzil. Aproximadamente 18 cápsulas foram recolhidas pela perícia no local. Depois de ser atingido, o veículo que ele dirigia bateu contra o muro de uma casa.

Os pistoleiros que executaram o chefe da segurança usaram uma metralhadora e um fuzil AK-47 no crime. Encapuzados, vestindo preto e com coletes à prova de balas, os pistoleiros começaram a atirar contra o carro do policial aposentado uma quadra antes do local onde o carro parou. Nas imediações na Rua Piracanjuba, na região, o carro usado na execução de Ilson, um Fiat Toro, foi encontrado incendiado.

Orlando Bomba

Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, conhecido como ‘Orlando Bomba’ foi executado com tiros de fuzil na cabeça, tórax, e braços em frente a uma barbearia. Dois homens chegaram em uma Dodge Journey, desceram e executaram ele, que saía do local e ia em direção à sua camionete Hillux. Um outro homem em uma moto deu apoio para a execução. A polícia encontrou no local com a vítima três celulares intactos que estavam com ele, além de cheques e quantia em dinheiro. O crime aconteceu no dia 26 de novembro de 2018.

Filho PM

Pai e filho chegavam em casa em uma GM S-10, no bairro Miguel Couto, próximo da Escola Estadual Hercules Maymone, quando suspeitos em um veículo modelo Up branco se aproximaram e dispararam várias vezes. No local, a polícia encontrou cápsulas deflagradas de fuzil. O rapaz foi assassinado no dia 9 de abril deste ano.

Xavier saiu com a caminhonete com sinais ligados e buzinando, na tentativa de chegar ao hospital a tempo de salvar o filho. Ele avançou sinais e chegou a pedir ajuda a bombeiros que atendiam vítima de atropelamento no cruzamento da Rua 13 de Junho com a Avenida Mato Grosso.

Jornal Midiamax