Polícia

Fiems diz que Federal buscou documentos relativos ao período entre 2010 e 2013

A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) emitiu uma nota afirmando que a Polícia Federal foi ao órgão em busca de informações sobre projetos executados entre os anos de 2010 e 2013. O local foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Fantoche, deflagrada em MS e outros cinco estados. O […]

Evelin Cáceres Publicado em 19/02/2019, às 11h59 - Atualizado às 12h26

(Foto: Fiems)
(Foto: Fiems) - (Foto: Fiems)

A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) emitiu uma nota afirmando que a Polícia Federal foi ao órgão em busca de informações sobre projetos executados entre os anos de 2010 e 2013. O local foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Fantoche, deflagrada em MS e outros cinco estados.

O órgão alega que no Estado os serviços neste período ‘se deram por meio de processo de licitação, modalidade concorrência, e foram devidamente executados com as respectivas prestações de contas aprovadas pelos órgãos de controle’.

Confira a nota na íntegra:

“A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul – Fiems – recebeu, hoje pela manhã, equipes da Polícia Federal em busca de informações sobre projetos que foram executados de 2010 a 2013.

Em Mato Grosso do Sul, os serviços se deram por meio de processo de licitação, modalidade concorrência, e foram devidamente executados com as respectivas prestações de contas aprovadas pelos órgãos de controle.

O Sistema Fiems permanece à disposição das autoridades para qualquer tipo de esclarecimento”.

Bonecos do Mundo

A Operação Fantoche, deflagrada nesta terça-feira (19) pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul e outros cinco estados, recebeu este nome por conta de um dos festivais realizados pelo Sesi (Serviço Social da Indústria), o Bonecos do Mundo, trazido para Campo Grande pela Fiems (Federação das Indústrias de MS) em 2013.

O evento foi trazido pelo órgão comandado por Sérgio Longen para comemorar os 114 anos de Campo Grande com apresentações teatrais entre os dias 24 e 25 de agosto no Parque das Nações Indígenas. O espetáculo foi idealizado por Lina Rosa Gomes, um dos alvos de prisão da Operação Fantoche.

“A investigação começou há alguns anos, a partir de uma empresa que estava recebendo grande parte de recursos para eventos culturais. Percebeu-se que esses valores estavam superfaturados e que foram criadas empresas de fachada. Conseguimos identificar também que o dinheiro não era destinado totalmente a essas produções culturais”, afirmou o delegado Renato Madsen, da Polícia Federal, em coletiva realizada no Pernambuco.

A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios tanto com o ministério, quanto com as entidades. Eles já receberam mais de R$ 400 milhões.

O Instituto Origami, Aliança Comunicação e Cultura, Idea Locação de Estruturas e Iluminação, Somar Intermediação e Negócios e Ateliê Produções Artísticas estariam criando empresas de fachada, segundo a Polícia Federal, para dificultar o suposto superfaturamento e desvio de recursos pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

“Queremos investigar até que ponto esse esquema partiu do sistema S daqui e reverberou em outros estados”, afirmou o delegado.

Foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas, além de 10 mandados de prisão temporária. Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

Os contratos eram, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada.

A ação tem o apoio do Tribunal de Contas da União e conta com 213 agentes federais e 8 auditores do TCU.

Jornal Midiamax