Polícia

Em parceria, PF e FBI combatem a prática de crimes na internet e Dark Web

A Polícia Federal e o FBI, atuando em cooperação internacional, deflagraram na última segunda-feira (6/5) ações conjuntas no combate à prática de crimes na internet e Dark Web, que resultaram na prisão de um israelense residente em Brasília (DF), principal alvo da força-tarefa. O suspeito era responsável por administrar site na Dark Web utilizado para […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 08/05/2019, às 11h57 - Atualizado às 12h00

(Foto: Divulgação | PF)
(Foto: Divulgação | PF) - (Foto: Divulgação | PF)

A Polícia Federal e o FBI, atuando em cooperação internacional, deflagraram na última segunda-feira (6/5) ações conjuntas no combate à prática de crimes na internet e Dark Web, que resultaram na prisão de um israelense residente em Brasília (DF), principal alvo da força-tarefa.

O suspeito era responsável por administrar site na Dark Web utilizado para a prática de crimes online, como tráfico de drogas e armas, contrabando e lavagem de dinheiro. Em ações simultâneas, enquanto o suspeito era preso no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, buscas eram realizadas em sua casa, no Lago Sul, zona nobre de Brasília.

Nestas buscas em território brasileiro, a Polícia Federal encontrou e apreendeu dispositivos utilizados para a guarda de criptomoedas, além de R$ 200 mil em espécie (moeda estrangeira e reais).

Criminoso procurado

O suspeito também administrava site que servia como indexador dos principais mercados ilegais da Dark Web e era utilizado para educar os usuários sobre como comprar produtos e drogas online de forma segura, oferecendo não somente os endereços, mas também diversos tutoriais para os consumidores navegarem anonimamente, evitando a repressão policial.

O portal na internet trabalhava em parceria com os maiores mercados clandestinos na Dark Web e o morador de Brasília era remunerado por cada transação realizada por meio do sítio, como a distribuição de drogas, medicamentos ilegais, ferramentas hacker, dados bancários e etc.

As investigações constataram que o israelense recebeu taxas das transações de cerca de 15 mil usuários, que negociaram os mais diversos produtos ilegais, ou seja, obteve uma parte do lucro das transações de produtos ilegais.

O preso também é suspeito de praticar o crime de pornografia infantil e foi alvo de mandado de busca e apreensão para investigar tal delito em outubro de 2018. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu R$ 1 milhão em espécie (moeda estrangeira e reais) na residência dele em Brasília, além de notebooks e smartphones.

A ação conjunta também apreendeu o domínio na internet utilizado nas práticas criminosas, importante ação repressiva aos mercados clandestinos que operam na Dark Web.

(Informações da assessoria)

Jornal Midiamax