Polícia

B13: facção de preso em Campo Grande lidera presídios no Acre

Nesta terça-feira (26), Sergimar Silva Araújo, foi preso com drogas no bairro Noroeste, em Campo Grande. Natural do Acre, ele é membro de uma facção que domina os presídios do estado, mas veio fugido, ameaçado de morte. A facção tem tentado mostrar força e vem cometendo crimes brutais, segundo a polícia. A Polícia Civil de […]

Dayene Paz Publicado em 26/03/2019, às 18h47 - Atualizado às 18h54

Sergimar integra facção B13. (Foto: Divulgação PCMS)
Sergimar integra facção B13. (Foto: Divulgação PCMS) - Sergimar integra facção B13. (Foto: Divulgação PCMS)

Nesta terça-feira (26), Sergimar Silva Araújo, foi preso com drogas no bairro Noroeste, em Campo Grande. Natural do Acre, ele é membro de uma facção que domina os presídios do estado, mas veio fugido, ameaçado de morte. A facção tem tentado mostrar força e vem cometendo crimes brutais, segundo a polícia.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que não tem conhecimento de uma possível ação do grupo criminoso em Campo Grande e região. Recentemente, a Operação Impetus, contra o avanço do PCC, descobriu um serviço de inteligência dentro da Máxima, para investigar, perseguir, ameaçar e matar agentes de segurança.

O Bonde dos 13 foi criado no dia 12 de junho de 2013, pelos detentos mais antigos do presidio Francisco de Oliveira Conde, no Acre. A facção surgiu em contraposição a outras organizações criminosas que se instalavam no estado. Por não concordar com a dinâmica de facções como o PCC e Comando Vermelho, para não ter que obedecer a ordens de pessoas de fora do estado, montaram a própria facção.

Para entrar, o interessado deveria ter uma espécie de padrinho e adquirir a confiança dos líderes, cometendo crimes. A hierarquia do crime era composta por níveis mais altos, que davam as ordens, quem cuidava do livro de integrantes e o tesoureiro da facção. Existem também os responsáveis pelos pavilhões, bairros e cidades.

Na época, para se manter, a facção cobrava mensalidade dos membros. R$ 50 para os presos, R$ 100 para quem estava na rua e R$ 1.500 para gerentes de boca de fumo. Quem não acatava as ordens, ou falhava nas missões criminosas, recebia sentença de morte. Hoje o B13, é aliado ao PCC.

No início desse mês, a Polícia Civil conseguiu resgatar uma adolescente, de 17 anos, julgada e condenada a morte pelo ‘tribunal do crime’, por pertencer a uma facção rival. Ela era mantida em cativeiro em Cruzeiro do Sul, junto com a filha de um ano de idade. Ao ser localizada pela polícia, a menor relatou que foi informada da sua execução. A polícia informou que a facção tem tentado conseguir território e acaba cometendo crimes brutais, como forma de mostrar força.

No último dia 3 de março agentes da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) prenderam no Distrito Industrial, em Rio Branco, Mailton da Silva Teixeira, 31 anos, vulgo “Maicon”. Ele é membro n°1 da facção Bonde dos 13 na região. O criminoso que possuía um mandado de prisão por homicídio era foragido da justiça acreana. O crime ocorreu em agosto de 2018.

Maicon é irmão de outro membro, considerado um dos líderes do Bonde dos 13 no Estado, Wylis da Silva Teixeira, conhecido como “Tatu”, que está preso desde agosto de 2017. Os dois irmãos estariam na lista da morte de uma facção rival.

Jornal Midiamax