Polícia

Preso em operação contra a pedofilia é ouvido e deixa a delegacia acompanhado de advogado

Advogado disse que só fala em juízo

Clayton Neves Publicado em 17/05/2018, às 15h17 - Atualizado às 18h19

Preso na segunda fase da Operação Luz na Infância (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)
Preso na segunda fase da Operação Luz na Infância (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax) - Preso na segunda fase da Operação Luz na Infância (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

Horas depois de ser preso durante Operação Luz na Infância 2, de combate à pedofilia, um dos suspeitos, de 32 anos, foi ouvido e liberado pela polícia. O homem, detido no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, deixou a sede da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) acompanhado de um advogado. Dos sete presos, ele foi o único deixar a delegacia.

Na saída, o advogado não quis falar com a imprensa. “Qualquer declaração vamos dar diretamente para o juiz”, disse.

No total, sete pessoas foram presas por suspeita de envolvimento em crime de pedofilia. Entre os investigados estão dois policiais civis, um deles foi preso. 

Entre as prisões feitas na Capital está a de um engenheiro de 27 anos, no bairro Coophavila. Com ele, os policiais encontraram vários materiais, que foram acondicionados em caixas. Outro foi preso no Jardim Columbia.

Em Dourados, foi preso um homem identificado como ‘Tony’. Os computadores contendo materiais pornográficos localizados em sua casa foram apreendidos.

De acordo com a delegada Marília de Brito da Depca (Delegacia de Proteção à Infância e Adolescente), durante as buscas, permitidas com os mandados de busca e apreensão, se for confirmada a posse de material ilegal, os suspeitos serão presos em flagrante. “Com a apreensão dos materiais serão lavrados os autos de prisão em flagrante dos investigados”, disse a delegada.

Primeira fase da operação

Em 2017 durante a primeira fase da operação deflagrada na Capital, um advogado de 64 anos e um vendedor de carros de 27 anos foram presos. Três mandados foram cumpridos na Capital, mas apenas duas prisões foram feitas. A Operação aconteceu em todo o Brasil com o objetivo apreender computadores e dispositivos que continham o armazenamento de imagens e vídeos contendo crianças.

Balanço nacional

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que mais de 1 milhão de arquivos (entre fotos, vídeos e outros documentos obtidos em ambientes virtuais) com conteúdos relacionados a crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes foram analisados antes da deflagração da Operação Luz na Infância 2, ocorrida nesta quinta-feira (17).

Segundo ele, os 579 mandados de busca e apreensão já resultaram em 132 prisões em flagrante. A operação é realizada em 284 cidades, abrangendo o Distrito Federal e mais 24 estados.

O coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Alessandro Barreto, disse que a operação tem como foco encontrar pessoas que tenham grande quantidade de material. “Só uma pessoa na Região Sudeste foi encontrada com mais de 200 mil arquivos desse tipo”, disse Barreto. A pessoa encontrada com o menor número de documentos tinha, sozinha, 150 arquivos.

Segundo Jungmann, essa é a maior ação integrada de polícias judiciárias civis em todo o Brasil.

A Operação Luz na Infância 2 conta com 2,6 mil policiais civis que cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Jornal Midiamax