Polícia

“Possesivo e com ciúmes até das amigas”, diz mãe de Pâmella que foi morta pelo ex

Com aperto no coração, é assim, que a mãe de Pâmella Jeniffer de 32 anos, resumiu seu sentimento em relação ao julgamento que acontece nesta quarta-feira (25), em Campo Grande. A filha foi assassinada em março de 2017, pelo ex-marido Jhonny Souza. “Ele era possessivo e tinha ciúmes até das amigas dela (Pâmella) chegando a […]

Thatiana Melo Publicado em 25/04/2018, às 10h03 - Atualizado às 17h31

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Com aperto no coração, é assim, que a mãe de Pâmella Jeniffer de 32 anos, resumiu seu sentimento em relação ao julgamento que acontece nesta quarta-feira (25), em Campo Grande. A filha foi assassinada em março de 2017, pelo ex-marido Jhonny Souza.

“Ele era possessivo e tinha ciúmes até das amigas dela (Pâmella) chegando a dizer que ela teria um caso com uma delas”, disse Marlei Dias Maraes de 59 anos, mãe da vítima.

O casamento que durou 11 anos teve fim no início de 2017, e segundo Marlei terá sido libertador para a filha, apesar, dela sentir muito medo do ex-marido, o que gerou vários registros de boletins de ocorrência, inclusive, um de lesão corporal dolosa.

Marlei contou que dois dias antes da filha ser assassinada, Jhonny teria lugado para ela e afirmado que “Você não sabe do que sou capaz”. Ele ainda teria falado para a mãe de Pâmella que não faria nada, por causa, da filha do casal, que hoje tem 6 anos.

A menina segundo a avó não reconhece o pai e o trata como ‘aquele indivíduo’. A criança sente falta da mãe, e ainda chora muito pela sua ausência. “As mulheres têm de se fortalecer porque depois do primeiro tapa nunca mais vai parar”, concluiu.

Feminicidio

O crime aconteceu em março de 2017, quando Jhonny invadiu o local de trabalho de Pâmella, na Avenida Mascarenhas de Moraes, a surpreendendo. Antes de entrar no local, ele já havia abordado a vítima na rua momento em que ficou sabendo que mais uma denúncia contra ele tinha sido feita pela ex-mulher.

O dono do comércio expulsou Jhonny do local, mas ele voltou armado e efetuou disparos contra Pâmella atingindo seu pescoço. Em seguida, ele tentou se matar com um tiro no rosto. Os dois foram socorridos e levados para a Santa Casa.

Mas, após um mês Pâmella acabou morrendo e Jhonny sobrevivendo. A vítima foi casada com o autor por 11 anos e tinham uma filha. Jhonny não aceitava a separação, que tinha acontecido há dois meses do crime.

Seis boletins de ocorrência foram registrados contra Jhonny, inclusive um de lesão corporal dolosa.

Por Thatiana Melo e Mariana Rodrigues

Jornal Midiamax