Polícia

Policial civil alvo de operação contra pedofilia na Capital foge e é caçado pela Corregedoria

Um policial civil alvo da operação contra a pedofilia deflagrada na manhã desta quinta-feira (17) fugiu antes mesmo de equipes do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros) chegarem à casa dele. Com um mandado de busca e apreensão em mãos, os policiais que participam da ação, promovida em 24 estados […]

Thatiana Melo Publicado em 17/05/2018, às 10h31 - Atualizado em 18/05/2018, às 13h21

Foto: Marcos Ermínio
Foto: Marcos Ermínio - Foto: Marcos Ermínio

Um policial civil alvo da operação contra a pedofilia deflagrada na manhã desta quinta-feira (17) fugiu antes mesmo de equipes do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros) chegarem à casa dele.

Com um mandado de busca e apreensão em mãos, os policiais que participam da ação, promovida em 24 estados brasileiros, encontraram na sua casa material de pornografia infantil. Com isso, ele passa a ser considerado foragido e é caçado por equipes do Garras e da Corregedoria da Polícia Civil, que também participa da ação.

Outro policial suspeito de envolvimento com posse e compartilhamento de material pornográfico infantil também é alvo da ação, mas não se sabe se ele está entre os seis presos na ação em Mato Grosso do Sul.

No Estado são cumpridos nove mandados, cinco deles em Campo Grande e o restante nas cidades de Navirai, Dourados e Glória de Dourados. Três foram presos em Campo Grande e os outros três, em Dourados, Navirai e Glória de Dourados.

Em Dourados foi preso um homem identificado como ‘Tony’. Entre os presos de Campo Grande estão um engenheiro de 27 anos, encontrado em sua casa no Coophavila, e outro de 32 anos preso em sua casa no bairro Chácara Cachoeira.

Balanço nacional

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que mais de 1 milhão de arquivos (entre fotos, vídeos e outros documentos obtidos em ambientes virtuais) com conteúdos relacionados a crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes foram analisados antes da deflagração da Operação Luz na Infância 2, ocorrida nesta quinta-feira (17).

Segundo ele, os 579 mandados de busca e apreensão já resultaram em 132 prisões em flagrante. A operação é realizada em 284 cidades, abrangendo o Distrito Federal e mais 24 estados.

Primeira fase da operação

Em 2017 durante a primeira fase da operação deflagrada na Capital, um advogado de 64 anos e um vendedor de carros de 27 anos foram presos. Três mandados foram cumpridos na Capital, mas apenas duas prisões foram feitas. A Operação aconteceu em todo o Brasil com o objetivo apreender computadores e dispositivos que continham o armazenamento de imagens e vídeos contendo crianças.

Jornal Midiamax