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Polícia Federal deflagra ação contra desvio de verbas e pagamento de propina no HU

Mais de R$ 3 milhões foram desviados

Thatiana Melo Publicado em 25/01/2018, às 10h10

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Mais de R$ 3 milhões foram desviados

A polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) uma operação contra desvios de verbas, no Hospital Universitário de Campo Grande. Um condomínio de luxo também é alvo da operação.

A Operação Again investigava um esquema que fraudava licitações com sobrepeço nos produtos adquiridos pelo hospital. Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Belém. 100 agentes federais e servidores da CGU (Controladoria Geral da União) participam da operação.

Ainda há indícios que os materiais adquiridos eram desviados pelos integrantes da quadrilha para clínicas particulares. Há suspeita de que servidores públicos participavam do esquema com recebimento de vantagens ilícitas das empresas envolvidas nas fraudes.

As propinas recebidas pelos servidores eram feitas de várias formas, como pagamentos de viagens e transferências de veículos de alto valor. O prejuízo estimado pela organização criminosa é de R$ 3 milhões e 200 mil em desvios de verbas públicas.

Polícia Federal deflagra ação contra desvio de verbas e pagamento de propina no HU

‘Sangue Frio’

Em 2013 a Polícia Federal deflagrou a Operação Sangue Frio, onde integrantes da quadrilha fraudava licitações e superfaturava serviços. A quadrilha controlava os grandes hospitais do estado e orientava assinatura de contratos, além de dar a direção para o repasse de verbas do SUS. A época, os pacientes eram enviados à clínica particular, de propriedade do médico Adalberto Siufi, e o pagamento era feito com base na tabela do SUS, acrescido de 70%, fato proibido por lei.

Outras operações

Em novembro de 2017 a Polícia Federal deflagrou a Operação Marcapasso para cumprir 137 mandados em 10 estados brasileiros, sendo um deles Mato Grosso do Sul. A operação era contra a fraude em licitações para a aquisição de equipamentos médicos.

As fraudes aconteciam para a aquisição de equipamentos chamados OPMEs (órtese, próteses e materiais especiais) de alto valor e grande custo para o sistema de saúde.

(Matéria editada às 07:37 para acréscimo de informações)

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