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Polícia encerra inquérito de atentado a prefeito de Paranhos e segue à procura de mandante

MPE tem 5 dias para apresentar denúncia

Clayton Neves Publicado em 25/06/2018, às 16h57 - Atualizado em 01/04/2019, às 12h55

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O delegado Mikail Farias concluiu inquérito do atentado contra o prefeito de Paranhos, Dirceu Bettoni (PSDB), baleado no momento em que chegava em casa no último dia 14. Segundo ele, a investigação que apura quem seria o mandante do crime segue em andamento. O policial aguarda autorização da Justiça para a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos.

O inquérito foi encaminhado ao MPE (Ministério Público Estadual), que tem cinco dias para apresentar ou não denúncia contra os suspeitos. Gabriel Queiroz, 26 anos, confessou em depoimento que foi contratado para matar Bettoni.

A investigação apontou de que a mulher dele também teve participação no crime. “Eles serão indiciados por tentativa de homicídio qualificado”, explica Mikail.

Pelo crime, Gabriel contou que receberia R$ 20 mil, destes, R$ 5 mil foram pagos antecipados e o restante seria entregue apenas depois que o trabalho estivesse concluído, o que não aconteceu.

Calote

A venda de uma fazenda no Paraguai que não teria sido paga é a principal linha de investigação da polícia para a motivação para o crime. Dirceu teria vendido a propriedade e o comprador não teria efetuado o pagamento.
O prefeito, então, teria entrado na Justiça paraguaia contra o comprador, o que fez com que seus bens fossem bloqueados.

Execução em frente à praça

Uma testemunha do crime foi executada em uma praça na frente da Delegacia de Polícia Civil logo após prestar depoimento sobre o caso no domingo (17). Os policiais brasileiros ouviram os tiros, mas nem tiveram tempo de fazer algo.

A vítima era Jomar Lemes, que também usava um documento com o nome de Jomar Alcange de Oliveira.  No local, a polícia apreendeu 37 cápsulas de munição de pistola nove milímetros e oito de ponto quarenta.

Jornal Midiamax