Polícia

“Nunca mais vou ter minha filha”: diz pai de Mayara no julgamento do assassino

Emocionado e chorando muito, Ademir de Souza Hosbalck, de 44 anos, disse esperar que a Justiça seja feita e que o assassino de sua filha, Mayara Fontoura, pague pelo crime que cometeu. A jovem foi morta a tesouradas em setembro de 2017. “Nada justifica o que ele fez”, disse Ademir sobre Roberson ter falado em […]

Thatiana Melo Publicado em 01/11/2018, às 10h51 - Atualizado às 13h39

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Emocionado e chorando muito, Ademir de Souza Hosbalck, de 44 anos, disse esperar que a Justiça seja feita e que o assassino de sua filha, Mayara Fontoura, pague pelo crime que cometeu. A jovem foi morta a tesouradas em setembro de 2017.

“Nada justifica o que ele fez”, disse Ademir sobre Roberson ter falado em depoimento nesta quinta-feira (1º), que o crime teria acontecido após uma discussão do casal depois da descoberta de que Mayara continuava fazendo programas sexuais. “Ele vai poder arrumar outra mulher, mas nunca mais vou ter minha filha”, disse em prantos.

Ademir falou a equipe do Jornal Midiamax acreditar que o crime tenha sido premeditado por Roberson, apesar do réu dizer ter agido em legitima defesa, já que Mayara estava da posse da tesoura, no dia 16 de setembro de 2017. O pai da jovem ainda contou que a filha tinha muito medo de ‘Robinho’.“Nunca mais vou ter minha filha”: diz pai de Mayara no julgamento do assassino

O assistente de acusação, Loester Ramires Borges, disse que a tese de legitima defesa de Roberson não irá se sustentar, já que uma testemunha de defesa arrolada contou que fazia transferências bancárias para a conta dele a pedido de Mayara – de parte dos programas feitos por ela – para que Roberson se sustentasse dentro do presídio.

Em depoimento, ele disse não ter premeditado o crime. “Queria uma vida nova com ela. Iriamos viajar para a Europa”, contou Roberson que emprestava dinheiro a juros – agiotagem – para sustentar Mayara como ele disse. Ele falou que proporcionava uma vida de luxo para a jovem deixando uma BMW com ela, além de uma moto. Ele ainda teria dado joias para Mayara, que somavam R$ 15 mil. “Resgatei ela, tirei ela desta vida (prostituição). Não tinha motivos para ela ter voltado”, disse ao jurados e juiz.

Feminicidio

Mayara Fontoura de 18 anos foi assassinada na madrugada de 16 de setembro de 2017, na casa onde morava no Bairro Universitário, em Campo Grande. O suspeito teria invadido a casa da jovem para matá-la, durante a madrugada.

A jovem foi encontrada deitada na cama, enrolada apenas a um edredom, já sem vida. Vestígios de sangue foram encontrados pela polícia no quarto e o banheiro da casa e a arma do crime, uma tesoura, foi deixada pelo autor ao lado do corpo. Mayara vivia com Roberson, o autor do crime, desde 2015.

Jornal Midiamax