Polícia

Mãe de Wesner recorre contra decisão que desclassificou homicídio doloso

Marisilva Moreira da Silva, mãe de Wesner Moreira, de 17 anos, que morreu em fevereiro do ano passado após ter uma mangueira de ar compressor introduzida em seu ânus, recorreu da decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, que desclassificou o crime como homicídio doloso. O recurso foi protocolado nesta terça-feira (5) e a mãe do […]

Thatiana Melo Publicado em 06/06/2018, às 10h04 - Atualizado em 07/06/2018, às 13h34

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Marisilva Moreira da Silva, mãe de Wesner Moreira, de 17 anos, que morreu em fevereiro do ano passado após ter uma mangueira de ar compressor introduzida em seu ânus, recorreu da decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, que desclassificou o crime como homicídio doloso.

O recurso foi protocolado nesta terça-feira (5) e a mãe do adolescente interpõe um recurso em sentindo estrito contra a desclassificação do crime de homicídio doloso para homicídio culposo.

De acordo com a decisão, Tiago Giovani Demarco e Willian Enrique Larrea devem responder por crime não doloso contra a vida.

A decisão do juiz foi publicada no dia 17 de maio, mas o MPE (Ministério Público Estadual) protocolou no dia 21 do mesmo mês prazo para recurso e vistas do processo por discordar da pronúncia de Garcete.

Investigações do caso

Durante as investigações, que duraram três meses, 12 pessoas foram ouvidas e o parecer médico anexado ao inquérito contrariou versão dos agressores e da própria vítima, de que a mangueira do compressor de ar estaria por cima da roupa no momento em que a lesão foi provocada, porém na análise do delegado, Wesner teria omitido a informação porque estava constrangido.

Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, ocorrido em fevereiro de 2017. O jovem foi morto depois que os acusados introduziram uma mangueira de compressão no ânus da vítma.

O caso

O adolescente deu entrada na Santa Casa de Campo Grande no dia 3 de fevereiro em estado grave, precisou passar por uma cirurgia e retirou 20 centímetros do intestino. Depois disso, chegou a apresentar melhora no quadro de saúde, mas voltou a ter hemorragia e foi levado para a CTI (Centro de Tratamento Intensivo) novamente. No dia 14 de fevereiro, ele não resistiu e morreu.

Logo após sua morte, a polícia pediu a prisão preventiva dos dois envolvidos, o que foi negado pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande. Ele alegou que o delegado Paulo Sérgio Lauretto não trouxe “fundamentação quanto à concreta necessidade da prisão preventiva dos envolvidos”.

Jornal Midiamax