Polícia

Jardineiro que jogou gasolina e ateou fogo em mulher disse que tentou ajudar a apagar as chamas

Foi a júri popular na manhã desta segunda-feira (8), o jardineiro Gilson Ferreira da Silva, ele é acusado de jogar gasolina e depois atear fogo em sua companheira, Adriele de Fátima Soares Silva, 27 anos, em dezembro de 2017, no bairro Ramez Tebet, em Campo Grande. Durante seu depoimento Gilson confessou o crime e disse […]

Mariana Rodrigues Publicado em 08/10/2018, às 11h39

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Foi a júri popular na manhã desta segunda-feira (8), o jardineiro Gilson Ferreira da Silva, ele é acusado de jogar gasolina e depois atear fogo em sua companheira, Adriele de Fátima Soares Silva, 27 anos, em dezembro de 2017, no bairro Ramez Tebet, em Campo Grande.

Durante seu depoimento Gilson confessou o crime e disse que o fez porque queria sair das drogas e Adriele não deixava. “Ela não era nenhuma santa”, disse ele. Ainda segundo seu depoimento, ele alega que tentou ajudar a mulher e teria até jogado um cobertor em cima dela na tentativa de apagar o fogo.

A versão apresentada foi questionada pelo Ministério Público, já que depoimentos de testemunhas relatam que a vítima saiu gritando pedindo por socorro e o réu a pegou no colo e tentou colocá-la de volta na casa, tentando impedi-la de buscar ajuda.

Tanto a mãe quanto um irmão de Adriele disseram que o casal brigava muito e sempre que isso acontecia, a vítima chegava em casa machucada. Eles ainda relataram que o réu era muito ciumento e não deixava Adriele trabalhar.

Em depoimento, Adriele contou que o autor era muito ciumento e que por quatro vezes tentou quebrar seu pescoço, sendo que uma dessas vezes ela chegou a procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência. Ela conta que no dia do crime ambos haviam ingerido bebida alcoólica e entorpecente e que ela queria sair, mas ele não deixou.

“Fui deitar emburrada e falei para ele não encostar em mim, eu já estava dormindo quando senti o liquido na minha pele fui correr e ele tacou fogo em mim. Ele fez isso porque não queria ter relação sexual com ele”, disse ela em depoimento transmitido pelo Ministério Público durante o julgamento.

Ela disse ainda que ele a segurou no braço para que ela não corresse e quando ela foi para cima dele, ele começou a bater nela para apagar o fogo e não pegar nele. Adriele ficou 57 dias internada e precisou fazer três cirurgias de raspagem e enxerto, ela também perdeu o movimento no braço direito.

Anterior a esse crime, Gilson já tinha passagens por violência doméstica, inclusive havia sido condenado.

Crime

O jardineiro Gilson Ferreira, 39 anos, admitiu ter jogado gasolina e ateado fogo no rosto da esposa Adriele de Fátima, 27 anos, no dia 10 de dezembro de 2017. À polícia, ele disse que estava sob efeito de pasta base, mas garantiu não se lembrar do momento do crime.

Essa é a segunda tragédia na família. Em fevereiro o irmão de Adriele, Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, morreu após ser violentado com uma mangueira de compressor de ar, introduzida no ânus pelos patrões do lava-jato em que trabalhava.

Jornal Midiamax