Polícia

Vendedor de muamba de ricos em MS é absolvido, mas perde mercadorias

Marcel Costa Hernandes Colombo, que foi preso após denúncias de que forneceria ‘muambas chiques’ aos ricos de Campo Grande, foi absolvido da maior parte dos crimes pelos quais foi denunciado e responderá em liberdade por porte ilegal de arma de fogo por ser réu primário. Ele também perdeu as mercadorias apreendidas. A decisão desta semana […]

Evelin Cáceres Publicado em 07/06/2018, às 09h16 - Atualizado em 08/06/2018, às 09h10

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Marcel Costa Hernandes Colombo, que foi preso após denúncias de que forneceria ‘muambas chiques’ aos ricos de Campo Grande, foi absolvido da maior parte dos crimes pelos quais foi denunciado e responderá em liberdade por porte ilegal de arma de fogo por ser réu primário. Ele também perdeu as mercadorias apreendidas.

A decisão desta semana da Justiça Federal absolve Marcel das denúncias do MPF (Ministério Público Federal) de falsificação de dinheiro e contrabando. O empresário segue condenado por porte ilegal de arma de fogo e descaminho.

A pena é de um ano de reclusão e um ano de detenção no regime aberto e 10 dias-multa, ‘no valor unitário de um trigésimo do salário mínimo, vigente à época dos fatos’, que foi substituída por pena restritiva de direitos, com prestação de serviços à comunidade.

Caso

O empresário foi preso em dezembro do ano passado após denúncias de que atuaria em um esquema que vendia produtos de descaminho em Campo Grande, após operação da Polícia Federal. Para expor o sucesso dos negócios, o investigado ostentava fotos em países da Europa, com carros de luxo e ao lado de personalidades.

A Operação Hárpocrates, tem como objetivo combater a entrada e comercialização de produtos estrangeiros no Brasil sem o pagamento de impostos. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos por três auditores e dois analistas fiscais da Receita Federal e 18 policiais federais.

A operação é desdobramento de uma investigação que descobriu esquema de descaminho e lavagem de dinheiro. A primeira envolve a venda de produtos eletrônicos e a segunda constatou venda de roupas de grife.

O nome da operação faz referência à mitologia grega. Harpócrates é o deus do silêncio e segredo, o que segundo a PF, contrasta com a ostentação apresentada por alguns dos investigados.

Jornal Midiamax