Polícia

Dupla que espancou e queimou homem vivo em bueiro vai a Júri Popular

Um frentista chegou a ser agredido após negar a venda de combustível

Diego Alves Publicado em 31/01/2018, às 21h44

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Um frentista chegou a ser agredido após negar a venda de combustível

Eric Vinicius dos Santos Lopes, 21, e Klismann Henrique Oliveira da Silva, de 22 anos, acusados de espancar, matar e queimar Gilmar Alves de Oliveira, de 45 anos, em bueiro na cidade de Rio Negro, cidade a 154 quilômetros de Campo Grande, serão julgados nesta quinta-feira (31) no Tribunal do Júri. O homicídio aconteceu no dia 23 de março de 2017, por volta de uma hora da manhã.

Nesta quinta-feira (01), a juíza Bruna Tafarelo, da comarca de Rio Negro, presidirá sessão de julgamento do caso que gerou grande repercussão social. Segundo a acusação, Gilmar Alves de Oliveira foi brutalmente assassinado após uma briga com Eric e Klismann, o crime foi considerado grave pela população porque a vítima foi espancada pela dupla, arrastada por cerca de 30 metros, jogada em um bueiro e queimada viva.Dupla que espancou e queimou homem vivo em bueiro vai a Júri Popular

No dia 23 de março de 2017, por volta de uma hora da manhã, na Av. Brasil, ao lado do “Bar do Sérgio”, Eric e Klismann passaram a tarde ingerindo bebida alcoólica e, à noite, foram até o bar onde encontraram Gilmar, que também estava bêbado.

No local, ainda de acordo com a acusação, os três iniciaram uma discussão e Gilmar foi agredido com socos e chutes. Caída ao solo e sem oferecer qualquer tipo de resistência, ele foi arrastado até as proximidades de um bueiro,  ao lado do Cartório Eleitoral. Passado algum tempo, Gilmar tentou se levantar, mas foi novamente agredido violentamente pelos acusados, ficando sem qualquer possibilidade de reação.

Ele então foi novamente arrastado pelo braço e teve parte do corpo colocado dentro do bueiro. Em seguida, os autores foram até um posto de combustível e pediram gasolina em um recipiente. No local estavam um frentista e o proprietário, que foram ameaçados depois de se recusarem a fornecer o combustível.

Após agredirem o frentista e roubarem gasolina da bomba, Eric permaneceu no posto de combustível para garantir que a polícia não seria acionada enquanto Klismann retornou ao local em que a vítima estava viva e ateou fogo nela, o que gerou uma explosão. Em seguida, os acusados fugiram.

A Polícia Militar foi acionada pelas pessoas que estavam no posto e, nesse momento, um policial civil ia passando e viu o fogo. Com o extintor de incêndio de seu carro apagou as chamas do corpo da vítima, mas Gilmar morreu com as pernas dentro do bueiro. A PM prendeu os réus na residência de Eric.

Jornal Midiamax