Polícia

Com nomes na lista do PCC, agentes federais cobram segurança

Cerca de 250 agentes penitenciários federais de Mato Grosso do Sul paralisaram as atividades nesta sexta-feira (4), em Campo Grande, depois do protocolo de segurança pedido desde fevereiro deste ano não ter sido executado. Os agentes afirmaram que estão com os nomes na lista de marcados para morrer da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da […]

Thatiana Melo Publicado em 04/05/2018, às 09h02 - Atualizado às 17h48

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Cerca de 250 agentes penitenciários federais de Mato Grosso do Sul paralisaram as atividades nesta sexta-feira (4), em Campo Grande, depois do protocolo de segurança pedido desde fevereiro deste ano não ter sido executado.

Os agentes afirmaram que estão com os nomes na lista de marcados para morrer da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), além disso muitos já receberam ameaças e tiveram seus telefones grampeados.

A paralisação suspenderá temporariamente uma série de procedimentos internos, como banho de sol e visitas de advogados. Só será permitida escolta de saúde de emergência, decisões judiciais e alimentação para os detentos. Os agentes ainda reivindicam um diretor técnico em segurança.

Hoje o cargo de diretor-geral do presídio é ocupado por Carlos Felipe Alencastro, e os agentes pedem que o ocupante seja alguém que entenda de técnicas de segurança.

Estão paralisados os presídios federais de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Catanduvas, no Paraná, e Porto Velho. O único presídio que não aderiu a paralisação é o de Brasília.

Em Campo Grande, no presídio federal, existe uma ala da facção criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital), onde a segunda maior liderança da facção está presa.

Outra reivindicação dos agentes é o chamamento de quem passou no concurso de 2015 e até agora não foi nomeado para ocupar os cargos. No total são 170 agentes que fizeram o curso de formação durante 3 meses, “O crime é organizado, mas o governo não”, disse um dos agentes.

Jornal Midiamax