Polícia

Chefe de quadrilha, ‘Minotauro’ escapou da prisão após briga com a mulher

Esposa o colocou para fora de casa um dias antes 

Clayton Neves Publicado em 22/03/2018, às 19h05

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Esposa o colocou para fora de casa um dias antes 

Suspeito de ter ligação nas execuções do policial civil Wescley Vasconcelos, no dia 6 de março, e de Jorge Rafaat, em 2016, Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o ‘Minotauro’, foi alvo de investigação da polícia de Bauru, em São Paulo, no ano de 2012. Apontado como chefe de uma quadrilha que movimentava milhões de reais no comércio de drogas, especialmente cocaína, o suspeito escapou da prisão depois de ser colocado para fora de casa após uma briga com a esposa.

Informações do site JC Net dão conta de que em agosto de 2012 a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Bauru prendeu dois comparsas de Sérgio. Ele conseguiu escapar porque não estava em casa no momento em que policiais foram até o local para prendê-lo.

Com os acusados foram apreendidos documentos que revelaram a movimentação financeira milionária do grupo e lavagem de dinheiro, além de R$ 21 mil e oito carros de luxo, entre eles uma BMW avaliada em R$ 385 mil, que foi localizada no estacionamento de um shopping, em São Vicente. O veículo, que era de uso pessoal de Sérgio.

Em 2006 Sérgio foi preso ao ser flagrado com dois fuzis e uma metralhadora durante ataques do PCC. Ele foi condenado por formação de quadrilha e posse de arma de uso restrito, e ficou detido até 2009. Neste período, investigação apontou que ele teria adquirido um grande patrimônio e comprado posto de gasolina, dois lava-jatos, diversos imóveis e carros de luxo.Chefe de quadrilha, ‘Minotauro’ escapou da prisão após briga com a mulher

Agora, Sérgio é suspeito de participar da execução do policial civil, Wescley Vasconcelos, depois de o investigador descobrir sua identidade, já que na fronteira, ‘Minotauro’ usava o nome falso de Celso Mateus Espíndola. Ele também teria ligação na morte de Jorge Rafaat, em 2006, além de ser acusado de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ser integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em Pedro Juan Caballero.

Jornal Midiamax